Indústria Química alavanca economia circular

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Participação do CFQ no primeiro dia do Congresso Sul-Americano de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade é marcado pelo debate sobre o papel dos profissionais da Química no setor. 

Seja no desenvolvimento de tecnologias mais limpas e sustentáveis, na inovação de materiais ou na construção de novos modelos de produção e consumo, os profissionais da Química fazem parte da engrenagem da economia circular. O assunto, porém, é relativamente novo: foi popularizado pelo Decreto nº 12.082/2024. A partir dele, o Brasil passou a contar com uma estratégia nacional de economia circular.

Esse modelo de produção propõe um sistema econômico que se fundamenta na não geração de resíduos, na circulação de materiais e na regeneração. Nesse processo, o trabalho do profissional da Química está presente no desenvolvimento de novos materiais recicláveis (polímeros, catalisadores), nos processos de reciclagem química (pirólise, despolimerização), na avaliação de ciclo de vida (ACV), no desenvolvimento de tecnologias limpas, entre outros.

Um dos objetivos da estratégia nacional, está criar esse ambiente normativo e institucional favorável à economia circular, além de fomentar a inovação, a cultura e a educação para reduzir, reutilizar e promover, então, o redesenho da economia circular. “E em todas as etapas do gerenciamento de resíduos, temos a importância da atuação do profissional da Química”, explica o 1º secretário do Conselho Federal de Química (CFQ), Jonas Comin.

Enquanto a economia circular propõe a eliminação do desperdício desde o começo da cadeia produtiva, a logística reversa tem sua atenção voltada para o fluxo de retorno dos resíduos sólidos, partindo do consumidor em direção ao setor empresarial. No Brasil, a Lei n° 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) traz a responsabilidade compartilhada.

Como explica o doutor em direito ambiental internacional, Fabrício Soler, a logística reversa é isonômica, ou seja, todo mundo cumpre as mesmas regras. Nesse sentido, “o município tem as suas atribuições, cada um de nós, pessoas físicas, temos outras, e o setor privado empresarial tem a deles.”

Entre os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) destacam-se a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento dos resíduos.

9º Congresso Sul-Americano de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade – O Conselho Federal de Química está presente no 9º ConReSOL. A participação da instituição nesse evento é fundamental para mostrar que o profissional da Química desempenha um papel importante no gerenciamento desses materiais. “Ele é responsável pelos processos de coleta seletiva, transporte, segregação, classificação, tratamento e destinação final adequada”, explica a conselheira federal Lenilda Ferreira Costa. “Além disso, atua em todas as etapas do processo de reciclagem e recuperação dos resíduos sólidos de forma correta e sustentável.”