XXI ENEQ: ensino de Química no Brasil carece de construção democrática
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Para discutir democracia e políticas públicas na educação, é importante não só pensar no processo de elaboração, mas também na infraestrutura do estabelecimento de ensino, na valorização dos professores e na permanência do estudante em sala de aula. Essas foram algumas colocações do Professor Doutor Fernando de Araújo Penna, palestrante da conferência “Democracia e políticas públicas na Educação”, como parte da programação do XXI Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) com o tema “Democratização do Ensino de Química: (des)caminhos das políticas públicas brasileiras”.
O evento contou com a participação do Conselho Federal de Química (CFQ) e do Conselho Regional de Química da 2ª Região (CRQ II – MG), no período de 1º a 3 de março, em Uberlândia (MG).
Para Fernando Penna, os professores precisam de tempo para planejar suas aulas e construírem em conjunto o conhecimento escolar, o que passa pela necessidade de infraestrutura. Segundo ele, para tudo isso acontecer, é preciso ter estudante na escola e, para que tenha estudante em sala de aula, é necessário pensar em políticas públicas de permanência estudantil, não somente na educação básica, como também no ensino superior.
Ainda com relação à educação democrática, em especial ao ensino de Química, o palestrante citou como exemplo a reforma do ensino médio que foi feita sem a participação de professores da educação básica, das universidades e dos estudantes. “Para ser democrática, ela tem que ser elaborada democraticamente”, argumentou.
ENEQ
Trata-se do maior e mais importante evento promovido, a cada dois anos, pela Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) para discutir temáticas que abordam questões sobre os avanços e as limitações da Educação Química no Brasil, bem como a formação de professores.
A XXI edição conta com a participação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).