Superbactéria em piscina expõe importância do tratamento químico correto da água
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Conselho Federal de Química reforça a importância dos profissionais da área e lembra que a resolução publicada em 2025 fortaleceu as ações de segurança no tratamento de piscinas coletivas.
A água cristalina de uma piscina pode esconder ameaças invisíveis, capazes de transformar um momento de lazer em um grave problema de saúde.
Alexis, uma jovem de 23 anos nos Estados Unidos, acreditava estar em um ambiente seguro, mas um pequeno corte na perna foi a porta de entrada para uma bactéria altamente resistente a antibióticos, conhecida como MRSA, que corrói tecidos e pode até levar à morte. O caso, que ganhou repercussão internacional, levantou uma questão urgente: como um espaço de lazer pode se transformar em risco à saúde quando a água não é tratada corretamente?
Embora pareça limpa e confiável, a piscina exige um controle químico rigoroso para garantir a segurança dos frequentadores. O simples ato de adicionar produtos não basta: é necessário conhecimento técnico para dimensionar as doses, calcular as necessidades específicas e monitorar parâmetros como pH, alcalinidade e concentração de desinfetantes.
Segundo o Conselho Federal de Química (CFQ), cabe aos profissionais da área assegurar que piscinas e parques aquáticos estejam em conformidade com normas de qualidade. Sem esse acompanhamento, um espaço de lazer pode se transformar em risco à saúde coletiva. “Os Conselhos Regionais de Química, seguindo as normativas do Conselho Federal, têm atuado de forma articulada para garantir a segurança e qualidade da água de piscinas de uso público e coletivo”, afirma Rafael Almada, vice-presidente do CFQ.
Ele lembra que, em 2025, o CFQ publicou uma resolução específica que fortaleceu as ações voltadas ao tratamento adequado dessas piscinas. “Essa normativa tem orientado os CRQs a promoverem iniciativas tanto de caráter educativo quanto fiscalizatório, com o objetivo de conscientizar os responsáveis técnicos e os gestores desses espaços sobre a importância do controle químico da água. É uma atuação que vai além da fiscalização: busca proteger a saúde da população, prevenindo riscos que podem ser invisíveis, mas têm consequências graves”, destaca Almada.
Outro fator preocupante é a sazonalidade. Muitas vezes, o tratamento da água é negligenciado fora do verão, período em que a piscina permanece fechada ou com pouca utilização. Essa prática aumenta as chances de proliferação de microrganismos resistentes, exigindo ainda mais atenção quando os espaços voltam a ser usados.
O episódio da jovem norte-americana acende um alerta: piscinas seguras dependem da Química aplicada com responsabilidade. Profissionais habilitados, análises periódicas e o respeito às normas técnicas são os elementos que garantem a qualidade da água e preservam o bem-estar dos usuários.