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Live discute a importância dos repelentes para a saúde pública

Em meio à pandemia da Covid-19, não se pode deixar de lado os cuidados necessários para a prevenção de outras doenças graves e com potencial letal, como a dengue. Pensando nisso, o Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), em São Paulo, promoveu, na noite da quinta-feira (6), uma live para falar sobre os princípios e desenvolvimento dos repelentes de insetos. O intuito de trazer o assunto para discussão é ressaltar a importância do uso diário de repelente em zonas rurais e urbanas como medida de prevenção a doenças causadas por vetores.

Participaram como palestrantes do evento online o químico, doutor em Biomedicina e gerente técnico global da Livful Innovations, Eduard Casas Terradellas; a engenheira química e membro da Comissão Técnica de Cosméticos do CRQIV, Silvana Kitadai Nakayama; e a engenheira química, diretora-sócia da Encosmética Consultoria e também membro da Comissão de Cosméticos do CRQ IV, Enilce Oetterer. A mediação ficou por conta de Matheus Vieira, químico industrial, pesquisador e membro da Comissão de Cosméticos.

Na live, foram abordados assuntos diversos, como as tecnologias dos repelentes de insetos e o desenvolvimento de novas formulações. Eduard Casas falou sobre o repelente que está desenvolvendo na Inglaterra e que usa nanotecnologia. Ele detalhou como foi o processo de criação do produto.

Para Silvana Nakayama, o consumidor está cada vez mais exigente e atento, o que exige da indústria e dos profissionais muito conhecimento e vontade de querer ir além para desenvolver novas tecnologias que atendam às necessidades e anseios da população.

Já Enilce Oetterer destacou que não é recomendável usar formulações caseiras como repelente, pois não é possível ter controle das possíveis reações e até mesmo da eficácia destes preparos. Por sua vez, Silvana explicou que o desenvolvimento de um produto requer um planejamento e uma execução complexos, que envolvem a legislação, público-alvo e testes de eficácia e segurança, entre outros passos.

De acordo com Matheus Vieira, todo o processo e a necessidade de conhecimento científico necessários mostram a importância não só do produto como também do profissional. “Vemos que a responsabilidade técnica envolvida em todo o processo é algo fundamental, insubstituível”.

Ele também destacou que o papel do profissional da Química no campo dos repelentes vai muito além do laboratório. “O profissional da Química precisa estudar muito para desenvolver um projeto, para ter um produto que se encaixe nas normas dos órgãos reguladores e que seja eficaz e seguro para a população. Isso traz para a gente um papel preponderante frente à saúde pública. Antes, quando se pensava em saúde pública, a figura que a sociedade tinha em mente eram os médicos e enfermeiros. Hoje é nítido que existe um trabalho interdisciplinar, e os Químicos estão profundamente envolvidos neste trabalho”, finalizou.

Confira a live: