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Indústria petroquímica no estado do Rio de Janeiro é tema de live

A história, a situação atual e possíveis rumos da indústria petroquímica do Rio de Janeiro foram debatidos em evento organizado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj). Participaram do evento o presidente do Sindicato, Isaac Plachta; o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa; o gerente de projetos de óleo, gás e naval da Fijan, Thiago Valejo; o presidente da área de reciclagem da Braskem, Luiz Alberto Falcon; e o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart.

O encontro teve o objetivo de mudar a perspectiva dos “players” da economia contribuindo com informações para o aproveitamento dos potenciais recursos. Para o presidente do Siquirj, a importância do setor precisa ser considerada neste momento de retomada.  “A petroquímica, como alavanca econômica do Rio, tem tudo para estimular os processos de diversas cadeias produtivas, recuperando para o estado seu ambiente de negócios, beneficiando empresas e investidores.

O presidente da Firjan ressaltou a importância do gás natural e o desafio que é usar esta fonte de matéria-prima para expandir a produção. “Temos investimentos importantes em infraestrutura e precisamos expandir sabendo que o Brasil importa uma parte substancial de resinas petroquímicas e outros derivados. Este evento ajuda a apontar os caminhos para tal”.

Plachta apresentou um histórico da petroquímica no Brasil e destacou a importância da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) no processo. Ainda, apresentou dados do faturamento da indústria química mundial e do Rio de Janeiro, e falou sobre as perspectivas de suprimento de gás “Hoje, o gás natural já representa 70% da oferta total do energético no Brasil”.

Valejo , por sua vez, trouxe para discussão a cadeia produtiva de plásticos a partir do gás natural no estado. Ele afirmou que o RJ tem o potencial de ampliar a participação na produção de plásticos e que o material não precisa ser “combatido”. “O plástico não é um vilão, e sim um indutor de desenvolvimento industrial, tendo em vista sua longa cadeia produtiva e potencial de transformação a partir do gás natural”.

Falcon explanou sobre o trabalho da Braskem na área de reciclagem, assim como as estratégias de sustentabilidade adotadas pela empresa. As soluções que visam modernizar os projetos já existentes, bem como novos projetos foram abordados pelo palestrante. “Temos parcerias para fortalecer a reciclagem mecânica e avançada, e viabilizar projetos para o desenvolvimento de resinas pós-consumo de alta qualidade, e expandir a pesquisa e inovações por meio da colaboração de parceiros estratégicos”.

Já Goulart apresentou dados sobre todos os segmentos do setor químico fluminense, com detalhes sobre arrecadação, impacto econômico e reflexos na cadeia produtiva.

Segundo Plachta, para a revitalização do segmento industrial químico, é indispensável o investimento na indústria petroquímica, da qual o Brasil já foi referência mundial. E a retomada do protagonismo do estado do Rio de Janeiro passa pela gestão. “O estado já foi um dos pioneiros na exploração de petróleo, mas não deve apontar somente para este caminho. É necessário distribuir o lucro ao longo da cadeia produtiva”, finalizou.