Como o profissional da Química impulsiona a inovação e a sustentabilidade no setor de Petróleo e Gás

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Na maior feira de energia do mundo, CFQ ressalta a importância dos profissionais da Química para o setor. Atuação vai da exploração e do refino ao desenvolvimento de tecnologias para descarbonização, captura de carbono e produção de combustíveis renováveis

O setor de petróleo e gás vive um de seus momentos mais dinâmicos, diante do desafio de conciliar a alta demanda energética global com a urgência da transição para uma economia de baixo carbono. Por trás das grandes operações em refinarias e plataformas de extração, a atuação dos profissionais da Química é fundamental para garantir a eficiência, a segurança e a conformidade ambiental em toda a cadeia produtiva.

“Esse profissional tem um papel decisivo não só nos processos, mas na própria condução do setor de petróleo e gás, que tem tudo a ver com a Química. Porque não é só produzir combustível, gasolina, etanol e biodiesel. Você tem todo um setor petroquímico envolvido, principalmente com essa base inicial, que é a extração e o beneficiamento primário”, afirmou o conselheiro federal do CFQ e presidente do Conselho Regional de Química da 21ª Região (ES), Alexandre Vaz.

Química na transição para uma economia de baixo carbono

Um dos principais desafios da indústria de petróleo e gás é conciliar a continuidade das atividades do setor com as metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa. Para Vaz, esse movimento já faz parte da estratégia das empresas.

“O setor de petróleo e gás, em nível mundial, já entendeu que não adianta ficar só defendendo a produção básica de petróleo e gás, porque sabe que existe uma questão de poluição envolvida. Então, o setor hoje já começa a trabalhar suas metas de descarbonização”, afirmou.

Nesse cenário, os profissionais da Química desempenham papel relevante na busca por alternativas capazes de reduzir gradualmente a participação das fontes fósseis na matriz energética.

“Nós temos uma lei que foi aprovada há pouco tempo, a Lei do Combustível do Futuro, que já está em vigor. Essa lei não substitui integralmente os combustíveis fósseis por biodiesel ou pela eletrificação. Não é possível fazer isso em um espaço de tempo muito curto. A ideia é substituir gradativamente o combustível fóssil por alternativas mais sustentáveis”, explicou Vaz.

Até o dia 24 de setembro, o Conselho Federal de Química (CFQ) participa como expositor da ROG.e, antigo Rio Oil & Gas, um dos maiores eventos de energia do mundo. A presença institucional reforça o papel estratégico da Química no desenvolvimento de combustíveis mais limpos e de novas soluções relacionadas a biocombustíveis, descarbonização e transição energética.

“Nossa presença aqui no evento é importante para conhecer mais o setor. Nos CRQs que têm uma atividade petrolífera mais constante, como Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Sergipe, são ofertados cursos aos profissionais da Química para capacitar ou ampliar a qualificação de quem atua ou deseja atuar nesse segmento. Esse é o papel do Sistema CFQ/CRQs: entender o que esse mercado está pensando hoje, quais são as perspectivas para o futuro e trazer esse conhecimento para os profissionais da Química”, finalizou.