Entidade promove palestra sobre a responsabilidade técnica do profissional da Química

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O Integra Talks, entidade paranaense que promove a Química, realizou na quarta-feira (15), uma palestra on-line para discutir a Responsabilidade Técnica na Química. 

O conselheiro federal do Conselho Federal de Química (CFQ), Jonas Comin Nunes, foi um dos convidados da live. Também químico industrial, Jonas tratou sobre assuntos relacionados às atividades do Sistema CFQ/CRQs e do profissional da Química. 

O conselheiro Jonas lembrou da Lei nº 2800, de 18 de junho de 1956, que estabeleceu a fiscalização do exercício da profissão de químico e de empresas que atuam na área. 

Além disso, é atribuição do Sistema CFQ/CRQs a expedição de carteiras profissionais e certidões, emissão de documentos, publicação de relatórios, promoção de eventos, reuniões plenárias e cursos, entre outras atividades.

Ele também destacou a interação com os demais órgãos públicos de meio ambiente e sanitários.

Os profissionais da Química possuem obrigações legais como, por exemplo, o registro no CRQ, a identificação da modalidade profissional, a designação como cargos de responsabilidade técnica, que devem ser comunicados ao conselho regional dentro de 24 horas, assim como, nos casos em se desligam de empresas.

Para o professor e doutor em Química da Universidade Estadual de Londrina e conselheiro do Conselho Regional de Química da 9ª Região (CRQ IX), Dimas Zaia, os profissionais da Química são necessários em diversas áreas, inclusive, em meios de comunicação. “Seria bom ver químicos escrevendo para jornais, revistas e blogs confiáveis”, afirmou.

Segundo o conselheiro Dimas, o profissional da Química precisa ter uma formação sólida, grande capacidade de adaptação a novas circunstâncias, gostar de estudar e aprender e saber trabalhar em grupo. “Os químicos se mobilizaram e deram uma resposta a altura da pandemia de Covid”, ressaltou. 

A vivência na prática da Responsabilidade Técnica é intensa. O profissional da Química deve conhecer todos os setores da empresa, desde a pesquisa e o desenvolvimento do produto, avaliou o químico e responsável técnico Evandro Domingues Magalhães.

“A vivência do químico transcende o laboratório. É uma vigilância constante com uma carga de preocupação muito alta. Mas que protege o profissional, o consumidor e faz com que a empresa mitigue eventuais problemas”, garantiu Evandro.

Sobre as misturas caseiras de produtos saneantes, o responsável técnico na área de saneantes e cosméticos relatou que a Internet traz milhares de receitas milagrosas, mas sem eficácia. “Uma água sanitária, por exemplo, o risco de se misturar é que ela reage e libera gases. Já tivemos casos de pessoas que não leram o rótulo e misturou com outro produto à base de amônia, e foram intoxicadas. Em outro caso, uma senhora pegou um alvejante profissional e levou para casa e o utilizou sem proteção de luvas e teve queimaduras nas mãos.”

Com relação à rotulagem, Jonas Nunes disse, ao final da conversa, que os órgãos de vigilância acompanham e regulam esta questão.

Você pode assistir à palestra completa em: https://www.youtube.com/watch?v=PXKZrEgeXHM