Central de Informações da Química combate a desinformação

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Iniciativa do CFQ atua na verificação de conteúdos, esclarece dúvidas da população, combate a desinformação e promove o letramento científico por meio de informações baseadas em evidências.

 

Em 2020, enquanto a pandemia de Covid-19 era acompanhada por uma avalanche de informações falsas e interpretações equivocadas sobre álcool em gel, saneantes desinfecção à base de cloro e outras questões relacionadas a produtos e procedimentos de limpeza, o Conselho Federal de Química (CFQ) lançou a Central de Informações da Química (CiQ). A iniciativa surgiu para oferecer esclarecimentos técnicos baseados em evidências científicas, combater a desinformação e aproximar o conhecimento químico da sociedade.

Seis anos após esse momento, a CIQ consolidou-se como um ponto de divulgação de informações verdadeiras pelo CFQ. Em parceria com entidades científicas, e apoiada por diferentes áreas da autarquia, o projeto produz conteúdos educativos, esclarece dúvidas da população e promove o letramento científico, tornando a informação sobre a Química mais acessível e confiável.

O trabalho é resultado da atuação integrada entre diferentes áreas do Conselho. A Assessoria Técnica (ASTEC) é responsável por pesquisar e validar as informações que embasam os conteúdos da CiQ. A Ouvidoria, por sua vez, identifica as dúvidas recorrentes e os temas que geram confusão entre profissionais, empresas e a sociedade, contribuindo para a definição de pautas prioritárias. Já a Assessoria de Comunicação (ASCOM), transforma o conhecimento técnico em conteúdos claros e acessíveis para a população.

Para o coordenador da ASTEC, Diego Freitas, a credibilidade da CiQ está diretamente relacionada ao compromisso com os fatos. “Nosso papel é buscar informações verificáveis, fundamentadas em evidências científicas e em fontes confiáveis. A ciência não pode ser guiada por opiniões ou interpretações isoladas. Ela precisa estar baseada em observações, testes e conhecimento consolidado para que a sociedades tenha acesso a informações de referência”, explicou.

Nesse cenário, o papel estratégico desenvolvido pela Ouvidoria é de grande importância. Ao receber manifestações da sociedade, identificar os assuntos que mais geram dúvidas e encaminhar essas demandas para subsidiar a produção de novos conteúdos, a CiQ aproxima o Conselho das necessidades da população. “A partir das manifestações recebidas, conseguimos sugerir pautas para novos conteúdos, fortalecendo o combate à desinformação e ampliando a confiança nas informações divulgadas pelo Sistema CFQ/CRQs”, explica a Ouvidora-Geral do CFQ, Ana Elisa Barreto. “Dessa forma, garantimos que a CIQ esteja cada vez mais conectada às demandas da sociedade.”

Para a chefe da ASCOM do CFQ, Liliam Bossa, a CIQ representa um compromisso permanente com a educação científica e a democratização do conhecimento. Mais do que esclarecer informações equivocadas, a CIQ promove o letramento científico.

“Nosso objetivo é aproximar a Química do cotidiano das pessoas, traduzindo conteúdos técnicos para uma linguagem acessível e incentivando a sociedade a desenvolver senso crítico para reconhecer informações confiáveis e tomar decisões mais seguras”, ressaltou.

 

Casos da CIQ

A primeira grande atuação da CIQ ocorreu durante a pandemia de Covid-19. Com o fim da emergência sanitária, a Central ampliou seu escopo e passou a acompanhar outros assuntos que ganham repercussão nas redes sociais.

Segundo Siddhartha Giese, integrante da ASTEC, cada conteúdo divulgado passa por um rigoroso processo de verificação técnica. “Não partimos de opiniões. Buscamos artigos científicos, livros de referência e outras fontes técnicas para compreender como aquele processo realmente acontece. Depois, traduzimos esse conhecimento para uma linguagem acessível, permitindo que a população compreenda o tema com base na ciência”.

Esse processo orienta a produção de conteúdos sobre diversos assuntos relacionados à Química, incluindo os riscos das chamadas “misturinhas” de produtos de limpeza, frequentemente divulgadas nas redes sociais como soluções caseiras. Embora pareçam inofensivas, determinadas combinações podem liberar gases tóxicos e causar intoxicações.

“A Química protege quando é utilizada corretamente. O problema é quando as pessoas misturam substâncias sem conhecer as reações que podem acontecer. Em alguns casos, isso pode dificultar até o atendimento médico. Nosso objetivo é oferecer informações confiáveis, baseadas em evidências científicas, para combater a desinformação e contribuir para decisões mais seguras no dia a dia da população”, alerta o especialista.

 

Como denunciar desinformação à CIQ

A participação da sociedade é fundamental para fortalecer esse trabalho. Por isso, o CFQ disponibiliza um canal para a denúncia de conteúdo com informações falsas ou enganosas relativas a Química. Caso haja evidências, como fotos ou vídeos, o material pode ser enviado para o e-mail ciq@cfq.org.br, com o assunto “Denúncia”.

As informações recebidas são analisadas pela equipe técnica e contribuem para a produção de conteúdos educativos, o esclarecimento de dúvidas e o combate à desinformação.

Saiba mais sobre a Central de Informações da Química e registre sua denúncia em: ciq.cfq.org.br