Ação do CRQ de Pernambuco em favor da sustentabilidade: Manual CRQ Verde gera economia e consciência ambiental

Publicado em:

Uma iniciativa que objetiva trazer reflexão e conduzir o Sistema CFQ/CRQs a um novo patamar no que se refere à sustentabilidade. A partir de uma dissertação de mestrado da Chefe da Fiscalização do Conselho Regional de Química da 1ª Região (CRQ I – Pernambuco), Ana Catarina Amorim, o regional pernambucano pôs e marcha uma série de medidas com potencial de modificar a maneira como recursos naturais e outras matérias-primas são utilizadas no dia a dia do próprio Conselho. A proposta, além de considerar o impacto ambiental, gera economia e amplia a eficiência no serviço público.

Ana Catarina apresentou sua dissertação de mestrado junto ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco em 2022. A dissertação, intitulada “Implantação do Projeto CRQ Verde: a A3P promovendo responsabilidade socioambiental no Conselho Regional de Química da 1ª Região”, foi apresentada junto ao Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental.

Ana Catarina explica que a dissertação final teve como produto o Manual CRQ Verde e, a partir do interesse e da atenção dedicada pela presidente do CRQ I, Ana Paula Paim, as propostas sustentáveis entraram em voga – fazendo com que o CRQ de Pernambuco seja uma espécie de piloto do projeto, com a expectativa de que o CRQ Verde seja adotado em todas partes do Brasil.

“Foi primordial ter o apoio da presidente Ana Paim, o apoio da gestão do CRQ I. Se não houvesse esse reconhecimento, não teríamos chegado até aqui. Ela se engajou na proposta e apoiou o pessoal na adoção das práticas. Foi fundamental para superarmos os primeiros desafios”, afirma.

A chefe da fiscalização afirma que a implantação de uma nova cultura sempre enfrenta resistências.

“São ações que mexem com a rotina de todos e muitas pessoas têm outras experiências. Mas a importância da reflexão sobre o tema existe desde sempre, a própria legislação tem incorporado critérios de sustentabilidade nas contratações do serviço público”, afirma.

A iniciativa que culminou no Manual CRQ Verde foi apresentada por Ana Catarina na sede do Conselho Federal de Química (CFQ), em Brasília. Além do presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, a proposta foi exposta ao plenário do Conselho Federal e aos integrantes do Colégio de Presidentes (Copresi), órgão que congrega os presidentes dos 21 Conselhos Regionais de Química existentes no país.

“A recepção foi muito boa, acima das expectativas. Saí de Recife com a previsão de fazer a apresentação apenas ao presidente José de Ribamar, mas ele mesmo pediu que eu fizesse a explanação da iniciativa para todos os demais”, relembra a chefe da fiscalização do CRQ I.

Na apresentação, Ana Catarina explica que o CRQ I aderiu à Agenda Ambiental da Administração Pública no final de 2021. A A3P foi criada em 1999 pelo Ministério do Meio Ambiente como um modelo de adesão voluntária a ser seguido por órgãos públicos, que é estruturada em 6 eixos temáticos:

“Uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gerenciamento dos resíduos sólidos, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos servidores, contratações públicas sustentáveis e construção sustentável”.

A partir daí, as ações são derivadas para medidas práticas que têm por base o “Plano de Logística Sustentável (PLS)”, abrangendo temas como materiais de consumo (papeis de impressão, copos descartáveis e cartuchos para impressão), energia elétrica, água e esgoto, coleta seletiva, qualidade de vida no ambiente de trabalho, compras e contratações sustentáveis e informação sobre deslocamento de pessoal.  O Manual CRQ Verde institui ainda prazos, mecanismos de monitoramento, avaliações e etc.

“É importante também falar da relação desse trabalho que desenvolvemos com a Agenda 2030. Contribui para o ODS 12 da Sustentabilidade”, conclui Ana Catarina, referindo-se o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável estabelecido pela Organização das Nações Unidas, que estabelece metas para que o país e o mundo alcancem padrões mais elevados de sustentabilidade até 2030.