Abiquim debate sustentabilidade na cadeia logística

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O evento online trouxe o Programa® como protagonista da indústria perante a sociedade

A Abiquim realizou a live “Estratégias, tecnologias e práticas sustentáveis na cadeia logística da indústria química”. O evento foi realizado na terça-feira, 28 de junho, e faz parte de uma programação especial das comemorações dos 30 anos do Programa Atuação Responsável® no Brasil, reafirmando o compromisso com a sustentabilidade e também com o papel protagonista da indústria perante a sociedade, priorizando o bem-estar, a saúde, o desenvolvimento tecnológico, a segurança de suas operações e o comprometimento com contribuições para o desenvolvimento de um mundo melhor.

O encontro virtual contou com a participação de Andréa Carla Barreto Cunha, Diretora de Assuntos Técnicos da Abiquim; Maartje Elise Driessens, Business Development do Porto de Açu e Porto de Antuérpia Bruges Internacional; Marcelo Schmitt – Gerente Geral da Stolthaven Terminals Brazil; Sergio Sukadonick, Relações Institucionais da Ceslog; Hélio Matias, Diretor da Ambipar Logística e Camila Affonso, Sócia da Leggio Consultoria.

A abertura do evento ficou com Andréa Carla Barreto Cunha, Diretora de Assuntos Técnicos da Abiquim que destacou a presença da Abiquim como membro do Conselho Internacional de Associações de Indústrias Químicas (ICCA). “O Programa® hoje é adotado por empresas químicas em mais de 70 países. A Abiquim participa como um dos membros do ICCA.  O conhecimento desenvolvido no âmbito do programa ® é a base do trabalho da Abiquim”, destacou.

A primeira palestrante, Maartje Elise Driessens, Business Development do Porto de Açu, trouxe o papel dos portos do Açu e Antuérpia-Bruges na transição para um mundo mais sustentável. Destacou que os portos, atualmente, têm três pilares: de energia, de indústria e de transporte marítimo. “Esses pilares são a base da transição para um futuro mais sustentável. O objetivo é tornar os projetos verdes em modelos sustentáveis para os nossos filhos e netos”.

O segundo a ter a palavra foi Marcelo Schmitt, Gerente Geral da Stolthaven Terminals Brazil que trouxe o tema: “Modernização de Terminais Portuários e Embarcações”.  Schmitt afirmou que os investimentos no setor são concentrados em segurança, sustentabilidade e produtividade e que novas tecnologias – como IoT (internet das coisas) + 4G, 5G e banda larga; I.A. (inteligência Artificial) e combustíveis e energias “verdes” têm permitido esse avanço.

Nos terminais portuários de granéis líquidos, por exemplo, o gerente geral da Stolthaven citou a inspeção de tanques por robôs em espaços confinados, drones para leitura de temperatura do ar no topo dos tanques para monitoramento de possíveis fugas furtivas de vapor, motores marítimos com novos combustíveis (Hverde, híbrido elétrico, GN, etc) e sistemas de navegação autônoma. “Todas as empresas já têm consciência que precisam buscar investimentos de modernização em relação à sustentabilidade”, declarou.

Já Sergio Sukadolnick falou sobre a importância de integrar os modais para tornar o transporte mais eficiente, levando em consideração a atuação de cada modal e principalmente a parte em que ele é sustentável, tanto economicamente como para o meio ambiente. Entre as operações que a Ceslog realiza, ele explicou, detalhadamente, todo o processo do transporte por cabotagem – desde a coleta, estufagem da carga, até a entrega na planta do cliente. “Dentro desse contexto, hoje participamos de um comitê de usuários que é gerido pela Associação Comercial de São Paulo que, por sua vez, está promovendo estudos para tornarmos o Porto de Santos num hub internacional. “Quando há uma concentração de cargas em um porto como hub, é possível retornar com carga para outro porto hub. Esse processo comporta navios maiores com custos marítimos menores, envolvendo, inclusive um intercâmbio comercial mais ajustado”, relatou Sukadolnick.

Para reduzir emissões de CO2 no transporte terrestre, Hélio Matias destacou o Projeto Corredor Sustentável do Grupo Ambipar. “Após desenvolvermos estudos durante 90 dias, o resultado mostrou que caminhões movidos a diesel, na sua vida útil, emitem 2022 toneladas de CO2 enquanto o caminhão a gás, nas mesmas condições, emite 202 toneladas. Estamos falando de uma redução que chega a 90%, ou seja, um caminhão a diesel polui tanto quanto 10 caminhões a gás”, relatou o vice-presidente da Ambipar Logistics, completando que a empresa já adquiriu 10 unidades da Scania, única montadora fabricante de caminhões a gás para o segmento extrapesado. “Corredor lembra caminho, então queremos ser o caminho para que pessoas, sociedade e indústria sigam este caminho da sustentabilidade, especialmente no campo logístico”, comentou Matias, justificando o nome do projeto.

Fruto de um compromisso voluntário e global, o Programa Atuação Responsável® – AR, implantado no Brasil pela Abiquim em 1992, internacionalmente denominado Responsible Care ®, é uma iniciativa coordenada globalmente pelo ICCA – Conselho Internacional das Associações da Indústria Química – que representa uma estratégia da indústria química mundial para impulsionar a melhoria contínua em saúde, segurança e meio ambiente juntamente com uma comunicação aberta e transparente com toda a sociedade. Os constantes avanços do setor, demonstrados pelos Indicadores de Desempenho do Programa AR®, reiteram a importância da iniciativa e o impacto positivo em toda a cadeia industrial.

Talita Viana com informações da Abiquim