Química é estratégica para transformar biodiversidade em inovação, destaca presidente do CFQ

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Em evento sobre inovação e patentes, José de Ribamar reforçou a importância dos profissionais da Química na pesquisa, na indústria farmacêutica e na soberania nacional.

O presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho, participou da mesa de abertura do 17º Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento (SIPID), realizado nesta quinta-feira (03), em Brasília. Promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), o seminário tem como tema, em 2026, “Inovação e Biodiversidade”.

Na ocasião, José de Ribamar ressaltou a contribuição da Química para o aproveitamento da biodiversidade brasileira e para o desenvolvimento de insumos e tecnologias.

“São os profissionais da Química que decifram os bioativos da nossa biodiversidade, que pesquisam e desenvolvem os insumos e as tecnologias que fortalecem o complexo econômico-industrial brasileiro, incluindo a indústria farmoquímica que supre a cadeia produtiva de medicamentos,” ressaltou o presidente.

José de Ribamar Oliveira Filho durante seu discurso de abertura da 17ª edição da SIPID. Foto: Marina Gadelha – Ascom CFQ

A mesa de abertura também contou com a participação do presidente do Conselho Administrativo da ABIFINA, Marcelo Mansur, que ressaltou a capacidade e a relevância da indústria farmacêutica brasileira. “O Brasil produz 80% dos seus medicamentos. Nós temos a indústria farmacêutica referência no mundo, capacitada. Nós temos a agência regulatória, nós temos o sistema público de saúde, que são gigantescos. Temos a nossa biodiversidade, que é a única no mundo”, disse.

Mansur defendeu, ainda, uma indústria nacional mais autossuficiente.  “Compostos descobertos no Brasil devem ter sua produção mantida no país, evitando a terceirização para o exterior”, afirmou. Segundo ele, ampliar a produção nacional também contribui para valorizar e preservar o conhecimento e as riquezas do ecossistema brasileiro.

A esquerda, presidente do CFQ, José de Ribamar, a direita Presidente Conselho Administrativo da ABIFINA, Marcelo Mansur. Foto: Marina Gadelha – Ascom CFQ.

 

Soberania nacional

Ao abordar a soberania nacional, o presidente do CFQ destacou a importância das patentes para o desenvolvimento de insumos e medicamentos no país. “A patente, bem compreendida, não é um muro. É uma ponte. Ela protege o inventor, remunera o risco, e devolve à sociedade o investimento feito em pesquisa em forma de conhecimento e de produto”, disse o presidente. Segundo ele, além de proteger a inovação, as patentes também cumprem uma função social e atendem ao interesse público ao estimular a pesquisa e fortalecer a capacidade produtiva nacional.

José de Ribamar ressaltou ainda a responsabilidade do CFQ na garantia da segurança dos processos químicos envolvidos no desenvolvimento de insumos e medicamentos. “Nós somos os guardiões desse ecossistema de confiança. E sabemos que não há inovação segura sem responsabilidade, não há desenvolvimento sustentável sem fiscalização, não há futuro sem formação”, enfatizou José de Ribamar.

CFQ nos painéis do SIPID

Durante o seminário, representantes do CFQ também participaram de outros painéis. O conselheiro Ubiracir Filho integrou a mesa que debateu biotecnologia e suas fronteiras, ocasião em que destacou a importância da Química para o fortalecimento da inovação e da soberania nacional. “A autossuficiência na produção de insumos farmacêuticos ativos é estratégica para a soberania do Brasil. Nesse processo, a Química tem papel central, integrando ciência e tecnologia para transformar pesquisas biotecnológicas em soluções para a saúde”, afirmou. Ubiracir também ressaltou a importância de profissionais qualificados em toda a cadeia produtiva, desde a pesquisa, o desenvolvimento de novos compostos até a produção em escala.