Quando a Química vira show
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Iniciativa leva experiências químicas para a rede pública de ensino em Alagoas

Lâmpada de lava feita com aspirina e óleo, pasta de dente de elefante com água oxigenada, slime com bicarbonato de sódio. Esses e outros experimentos fazem parte do projeto que visa popularizar a ciência Química em escolas que não dispõem de laboratório. Criado em 2016, o Química é Show é projeto de extensão do Instituto Federal de Alagoas – Campus Penedo (Ifal) que promove atividades interativas e de alto impacto visual para instituições de ensino públicas.
“Esse projeto mostra para crianças, adolescentes e sociedade em geral como a Química é linda e está em todas as coisas”, comenta a coordenadora do projeto Elisangela Costa Santos. O trabalho é desenvolvido pelos alunos do curso Técnico em Química integrado ao ensino médio, que testam os experimentos e escolhem os que serão apresentados nas escolas. “São coisas pequenas, mas que fazem a diferença para os alunos. Nisso, a gente está explicando a Química no nosso dia a dia.”
À frente do Química é Show nos últimos oito anos, a professora Elisangela, que também é conselheira do Conselho Regional de Química da 17ª Região (AL), conta que foram muitos os momentos marcantes. “Cada apresentação é única, não adianta a gente falar que não é. A gente consegue ver o brilho nos olhos dos alunos”. Para Elisângela, um dos momentos mais especiais é ver que o projeto já foi responsável por despertar o interesse pela ciência em muito jovens que, mais tarde, foram cursar Química no Ifal.
A atividade lúdica já passou por diversos municípios alagoanos, como São Sebastião, Igreja Nova, Maceió, Teotônio Vilela e Piaçabuçu e contou com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do Conselho Federal de Química (CFQ). Hoje, o projeto integra o programa de Acesso, Permanência e Êxito na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Rede APE).
Para Kaliny de Menezes, integrante do Química é Show, participar da atividade é uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos e experiências. A estudante sempre teve curiosidade pela área da Química e achou que seria interessante o contato com essa ciência de uma forma mais prática e dinâmica. Ao longo de três anos de participação, Kaliny acredita que o projeto a influenciou de forma muito positiva. “Ele me ajudou a desenvolver meu interesse pela Química, melhorou minha comunicação e me fez aprender a trabalhar melhor em equipe.”
A influência na vida dos integrantes não se encerra com a saída do programa. Amanda Cecília Macedo de Oliveira participou da atividade entre 2021 e 2023, anos em que cursou o ensino médio no Ifal. Hoje, ela trabalha como coordenadora de mídias sociais e cursa Química Industrial Tecnológica na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“Quando eu decidi que eu queria seguir nesse caminho acadêmico, eu continuei na Química justamente porque o Química Show me trouxe a ideia de que eu podia trabalhar nas duas coisas que eu gostava, que era comunicar e, ainda assim, trazer um pouco da ciência” declarou a universitária. “O projeto me influenciou principalmente nessa parte acadêmica, bem como na parte de continuar levando esse acesso à ciência para as pessoas que não tem esse contato mais próximo.”