Segundo dia do Encontro Nacional de TIC debate Segurança da Informação
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O segundo dia do Encontro Nacional de Profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação do Sistema CFQ/CRQs, realizado no dia 2, consolidou a proposta de fortalecer a governança de TIC como elemento estratégico para a modernização institucional. Após um primeiro dia focado na maturidade e no alinhamento da área, a programação ampliou o debate para um dos temas mais críticos da atualidade: a segurança da informação, tratada não apenas como questão tecnológica, mas como responsabilidade institucional e cultural compartilhada.
“Nosso evento tem por objetivo estimular a colaboração e fortalecer todo o Sistema CFQ/CRQs. Os temas voltados para governança e segurança da informação são cada vez mais importantes no dia a dia de qualquer organização, pois a quantidade de incidentes cibernéticos no mundo é cada vez maior, e cabe a nós estarmos preparados e treinados para garantir a segurança de nossos dados sensíveis, ao mesmo tempo em que melhoramos a experiência de todos os que utilizam nossos serviços”, explicou a coordenadora de Infraestrutura e Segurança da Informação do CFQ.
“Desde 2019 não tínhamos um evento como este, envolvendo todas as regionais. Tratamos aqui de assuntos relevantes, trazendo grandes profissionais para falar de temas que estão alinhados às nossas maiores preocupações em TIC dentro do Sistema CFQ. Além da governança e da segurança, também abordamos aspectos voltados à maturidade do nosso trabalho até o momento e sobre os problemas e as soluções geradas pela Inteligência Artificial (IA), que é um assunto que não podemos ignorar na atualidade”, justificou Henrique Cardoso, gerente de Tecnologia da Informação do CFQ.
Como se proteger e quais as tendências
A parte da manhã trouxe uma visão global sobre riscos digitais. Na palestra “Principais tipos de ataques cibernéticos enfrentados por organizações em nível global”, o palestrante Rodrigo Monção, diretor da empresa GarageTech, apresentou um panorama sobre as principais vulnerabilidades enfrentadas atualmente na proteção de dados, tais como ransomware (softwares que roubam dados), ataques de negação de serviço (DDoS) e exploração de vulnerabilidades em cadeias de suprimento estão entre as ameaças mais frequentes.
“Temos que partir do pressuposto de que nenhuma organização está imune e de que o crescimento global dos ataques exige vigilância constante e investimento em prevenção. Todos nós recebemos essas tentativas de ataques diariamente em nossos celulares e computadores, o mesmo acontece com as empresas. E muitas vezes a organização pode estar segura, mas os ataques não são diretos, mas chegam por meio de parceiros de negócios que abrem brechas, e com a IA isso fica ainda mais perigoso”, alertou Monção, dizendo que os ataques com uso de IA aumentaram cerca de 47% nos últimos anos.
Na sequência, Alexandre Nunes, executivo da empresa Gartner, abordou as “Principais tendências tecnológicas em 2026, a IA agêntica e seus impactos”. Ele explicou que a inteligência artificial agêntica, capaz de agir de forma autônoma para cumprir objetivos complexos, promete revolucionar a gestão e a automação de processos. Contudo, alertou para os desafios éticos e de governança, especialmente no setor público, destacando a necessidade de preparar equipes e estruturas para uma adoção responsável.
“O futuro está acontecendo agora, e muitas coisas que pareciam ficção científica há três anos hoje já são realidade. Vivemos uma espécie de nova revolução industrial, e nós somos como os antigos artesãos, do século XVIII, se não estivermos preparados para essa modernização vertiginosa que está acontecendo teremos problemas”, advertiu Nunes.
Elo Forte
Um dos momentos mais interativos do dia foi a apresentação “Pessoas como o Elo Forte: segurança da informação + dinâmica Canvas”, conduzida por Alexandre Mundim, analista de Infraestrutura e Segurança da Informação do CFQ. Ele apresentou o programa Elo Forte, voltado para os colaboradores do CFQ, onde iniciativas de diferentes complexidades têm transformado a visão sobre a segurança da informação dentro do Sistema. “Por mais robustas que sejam as ferramentas tecnológicas, o comportamento humano continua sendo o principal vetor de sucesso ou fracasso na proteção de dados. Por isso criamos ferramentas para que todos dentro do CFQ e dos conselhos regionais possam contribuir para que nossos dados e daqueles que dependem do nosso trabalho estejam protegidos”, afirmou.
“A segurança de nossas informações sensíveis é um trabalho coletivo e que exige a colaboração de todos, pois não adianta nós da comunicação ou o pessoal da tecnologia da informação criarem estratégias e ferramentas apenas. E muitas vezes são coisas simples, como não deixar senhas expostas na tela do computador, lembrar de bloquear o computador quando saímos para almoçar, ou não comentar sobre informações do CFQ no elevador, junto com pessoas que não pertencem ao Conselho”, exemplificou a chefe da assessoria de comunicação do CFQ, Liliam Rezende.
Dinâmica prática sobre Phishing e Engenharia Social
Como última atividade do evento, Glauco Sampaio, CEO da empresa Beephish, comandou uma oficina prática sobre phishing e engenharia social. Os participantes simularam tentativas de ataque e aprenderam a identificar e-mails fraudulentos, mensagens enganosas e armadilhas digitais. Na sequência, os grupos debateram e apresentaram propostas para elevar a maturidade em TIC no Sistema CFQ/CRQs, destacando a necessidade de políticas contínuas de conscientização, simulações periódicas e consolidação de uma cultura de segurança baseada na responsabilidade compartilhada.
Liderança e perspectiva estratégica
O encerramento do evento contou com a participação do presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, de membros da diretoria do CFQ, presidentes de CRQ´s e conselheiros ligados ao Sistema CFQ/CRQs. Foram destacadas a importância da segurança da informação e da inovação tecnológica como pilares para garantir eficiência, transparência e confiança nos serviços prestados à sociedade, reafirmando o compromisso do Sistema com a melhoria contínua e o planejamento estratégico integrado.
“Gostaria de parabenizar todos que participaram do evento, em especial nossos colegas de tecnologia da informação e comunicação que organizaram esses dois dias de reflexões. Uma das metas desta gestão é disponibilizar todas as informações sobre o nosso Sistema na palma das mãos de todos os químicos e de todos que utilizam nossos serviços. Mas para isso a segurança de nossas informações é essencial, e eventos como este fazem parte deste projeto”, concluiu José de Ribamar.