Da fonte ao engarrafamento: o trabalho dos profissionais da Química que garante a segurança da água mineral 

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Atuação técnica especializada é fundamental para monitorar a qualidade da água, prevenir contaminações e proteger a saúde da população 

O recolhimento voluntário de um lote da água mineral Crystal sem gás, anunciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais nesta quarta-feira (3), trouxe à tona uma questão fundamental para a segurança dos consumidores: o rigoroso controle realizado pelos profissionais da Química em todas as etapas de produção das águas minerais. 

Embora o caso esteja restrito a um lote específico e siga sob investigação das autoridades sanitárias, a ocorrência evidencia a importância da atuação técnica responsável por garantir a qualidade dos produtos que chegam diariamente à população. 

Para o presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho, o trabalho dos profissionais da Química começa muito antes do engarrafamento e acompanha todo o ciclo produtivo. 

“O controle microbiológico começa desde a fonte e segue até o envasamento. Além disso, também são realizadas análises físicas, físico-químicas, químicas e radiológicas. Tudo isso é necessário para garantir a qualidade e a segurança da água mineral”, explica. 

Segundo ele, a principal característica que diferencia a água mineral da água potável convencional é sua composição química natural, formada por sais minerais que podem trazer benefícios à saúde. “É justamente a composição química que diferencia a água mineral. Ela precisa manter as mesmas características desde a captação até o engarrafamento. Se houver qualquer alteração nos parâmetros estabelecidos, o produto pode ser rejeitado”, destaca. 

Vigilância permanente contra contaminações 

O presidente do CFQ explica que a contaminação pode ocorrer em diferentes pontos do processo produtivo, exigindo monitoramento constante e procedimentos rigorosos de controle de qualidade. Entre os possíveis fatores estão problemas em tubulações, reservatórios, equipamentos de envase, embalagens ou falhas nos processos de higienização. “O manuseio inadequado pode provocar contaminações microbiológicas ou químicas. Por isso, é indispensável a sanitização prévia de tubulações, reservatórios e máquinas utilizadas no engarrafamento. Todo o sistema deve ser monitorado continuamente”, afirma. 

Profissionais da Química acompanham todas as etapas 

A atuação dos profissionais da Química é determinante desde os estudos que permitem a exploração de uma fonte mineral até o monitoramento do produto já armazenado e distribuído. 

“Para que uma fonte possa ser explorada, são necessários estudos prévios e análises que comprovem o atendimento aos padrões biológicos, químicos, físico-químicos e radiológicos. Esse acompanhamento continua durante a produção e pode se estender até o armazenamento final do produto”, explica Ribamar. 

Segundo ele, até mesmo as condições de estocagem exigem atenção técnica, já que fatores ambientais podem comprometer a qualidade da água quando os procedimentos adequados não são observados. 

Compromisso com a proteção da sociedade 

A atuação dos profissionais da Química está diretamente alinhada à missão institucional do Conselho Federal de Química, que tem como princípio a proteção da sociedade por meio da valorização da responsabilidade técnica e do cumprimento das normas sanitárias. 

“O Conselho Federal de Química tem por missão proteger a sociedade. Trabalhamos para que os processos sejam cada vez mais seguros, transparentes e alinhados à legislação. A Química está presente em aspectos essenciais da vida das pessoas e tem papel estratégico para o desenvolvimento e para a soberania nacional”, finaliza o presidente.