Tecnologias de monitoramento ambiental fortalecem a proteção da Amazônia
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Durante a participação do CFQ na COP30, especialistas destacaram o uso de ciência e tecnologia para monitoramento contínuo, prevenção de ilícitos e proteção das populações amazônicas

O Conselho Federal de Química (CFQ), em parceria com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), durante a participação do CFQ na COP30, promoveu o painel “Demonstração do monitoramento ambiental na Amazônia”, destacando as principais ferramentas, tecnologias e métodos utilizados pelo governo federal para monitorar o bioma, enfrentar eventos extremos e apoiar ações de proteção territorial.
Moderado por Edileuza de Melo Nogueira, coordenadora-geral de Monitoramento Ambiental do Censipam, o painel evidenciou como ciência, defesa e tecnologia se articulam para fornecer dados qualificados a estados, ministérios, Forças Armadas, órgãos de fiscalização e defesa civil. Ela destacou a atuação do Censipam tanto na Amazônia Legal quanto na Amazônia Azul, com sistemas baseados em satélites, radares e plataformas integradas para gerar informações estratégicas.
A analista Nilzele de Vilhena Gomes Jesus apresentou séries históricas sobre mudanças climáticas na região, incluindo a espiral climática da NASA e dados que evidenciam o aumento de temperaturas e a intensificação de eventos extremos, como queimadas, secas severas e tempestades. Também detalhou os produtos climáticos disponibilizados pelo Censipam, como previsões, boletins e relatórios sob demanda.
O analista Flávio Altieri dos Santos explicou o Sistema Integrado de Monitoramento Hidrometeorológico para a Amazônia, que desde 2014 integra dados e geotecnologias para prever inundações e medir a população e a infraestrutura potencialmente afetadas, subsidiando ações de defesa civil.
Na sequência, Carlos Eduardo Pereira Tamassauskas apresentou o Painel do Fogo, sistema criado em 2021 para apoiar o combate a queimadas por meio de imagens de satélite que permitem identificar rapidamente focos de calor. Inicialmente voltado à Amazônia Legal, o monitoramento hoje cobre todo o país e fornece análises de severidade e contexto para orientar o acionamento de equipes.
Já o tenente-coronel Edinelson Ferreira de Sena, assessor militar de Inteligência do Censipam, destacou o papel da inteligência no combate a atividades ilícitas, com foco especial no enfrentamento ao garimpo ilegal em terras indígenas. Ele explicou que o trabalho é realizado de forma antecipatória, com levantamento contínuo de dados e uso de sistemas de informação geográfica, em plataformas abertas e pagas, para garantir informações precisas aos tomadores de decisão. “É impossível que, em pleno século XXI, pessoas invadam essas terras para denegrir, matar e destruir o que é delas por direito”, afirmou.
Sena detalhou ainda o ciclo de monitoramento ambiental, o trabalho conjunto com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ibama e outras instituições, além da capacitação de equipes, incluindo operadores de drones e agentes de fiscalização. Segundo ele, a inteligência gerada apoia relatórios sobre terras indígenas, análises de prioridade e operações integradas de proteção territorial.
Confira a transmissão deste painel no nosso canal do YouTube: https://youtube.com/live/nwwq470kqTE?feature=share
Você também pode conferir as fotos de nossa participação na COP30 em nosso Flickr, acesse:
Semana 1 (10 a 15 de novembro) https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330276634
Semana 2 (17 a 21 de novembro) https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330391725/
CFQ na BlueZone: https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330309365/