Na 14ª EXPOPRAG, Sistema CFQ/CRQs exalta parcerias e atende profissionais da Química em estande

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Trazendo uma mensagem de cooperação e defesa da Química, o Sistema CFQ/CRQs se fez presente na abertura da 14ª edição da EXPOPRAG, o maior evento voltado ao setor de controle de vetores e pragas urbanas da América Latina. O congresso e a feira que compõem a EXPOPRAG ocorrerão entre 21 e 23 de agosto, no bairro Bela Vista, em São Paulo.

Na solenidade de abertura, o Conselho Federal de Química (CFQ) esteve representado pela conselheira federal Suely Schuh. Ela agradeceu a oportunidade de participar do evento e falou da importância da Ciência e dos profissionais da Química no desenvolvimento de produtos e serviços que auxiliem no controle de vetores e pragas.

“Nós, do Sistema CFQ/CRQs, somos uma instituição vocacionada para a interlocução entre o setor empresarial, os profissionais da Química e a sociedade. Entendemos que no mercado de controle de vetores e pragas a Química tem papel fundamental – e os profissionais que se dedicam a diversas etapas da fabricação desses produtos são a chave para a inovação, a segurança e a qualidade de tudo que fazemos”, afirmou.

Ela lembrou ainda que o Sistema CFQ/CRQs possui uma parceria com diversas instituições, entre elas a Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (APRAG), que realiza a EXPOPRAG. Nessa parceria, foi elaborada uma cartilha com informações úteis para as comunidades atingidas por enchentes. A iniciativa virou um case de sucesso, reconhecida e premiada.

“A validade da cartilha, que teve uma segunda edição no final de 2023, foi reafirmada nas trágicas enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul em meados do ano. Essa parceria com a APRAG, SINDIPRAG e ABIPLA, além de ajudar muitas pessoas, foi um case de destaque reconhecido com o prêmio na categoria ‘Campanha institucional com foco no Cidadão-Usuário do Serviço’, no 8o Fórum dos Conselhos Profissionais, uma honraria que orgulha a todos nós, e isso inclui os parceiros aqui reunidos.

Dilceu Scapinello, presidente da APRAG, agradeceu a todos pela participação e reforçou o caráter coletivo da realização de um evento setorial por tanto tempo – a EXPOPRAG chega a sua 14ª edição.

“É o maior evento da América Latina e está entre os quatro maiores eventos do mundo. É uma honra estar aqui e a gente sabe o quanto foi desafiador fazer essa EXPOPRAG este ano. Mas a gente sabe que os desafios estão aí para a gente enfrentá-los”, afirmou Dilceu.

Estande do Sistema CFQ/CRQs recebeu presidente do CFBio

O Sistema CFQ/CRQs recebeu ainda uma homenagem dos organizadores. A conselheira federal Silvana Calado foi ao palco para receber o troféu, que reconhece as instituições participantes. O sistema está presente na EXPOPRAG com um estande, oferecendo aos participantes informações sobre a importância da contratação de profissionais da Química no mercado de controle de pragas e vetores e o passo-a-passo para que se possa obter o registro profissional e trabalhar regularmente. O estande é mantido conjuntamente pelo CFQ e pelo Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV – São Paulo) e trabalha também na divulgação da cartilha contra enchentes. Além de Suely e Silvana, também estão realizando atendimentos no estande os conselheiros federais Djalma Santana Nunes e Lenilda Ferreira Costa.

No primeiro dia, o estande do Sistema CFQ/CRQs recebeu a visita da presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), Alcione Azevedo. Ela interagiu com conselheiros de Química e reforçou o entendimento de que as duas categorias profissionais compartilham suas atividades no segmento, com igual importância.

“Profissionais da Química e biólogos são igualmente importantes e estão juntos no segmento do controle de pragas e vetores. Os dois conselhos estão trabalhando articulados”, destacou Alcione.

Congresso teve palestra sobre o futuro do controle de pragas

Paralelamente à feira, uma das atrações da EXPOPRAG é o congresso do setor. Na estreia, a apresentação mais concorrida foi a que refletiu sobre “o futuro do controle integrado de vetores e pragas urbanas”, que ficou a cargo dos palestrantes Luiz Eduardo Leite Chaves, Sérgio Bocalini e Iwens Sene.

Leite Chaves defende que o mercado hoje sofre de um problema de desvio de potencialidades e talentos – o que teve como consequência avanços tímidos no manejo integral de pragas. Ele afirma ainda que há uma escassez de fórmulas e produtos, que de modo geral ainda se utilizam as mesmas substâncias de décadas atrás.

“O mercado cresce, e a EXPOPRAG é fruto disso. E o quanto nós evoluímos nesse conceito integrado? Nós evoluímos em relatórios eletrônicos, nós evoluímos em tipos de informação, na qualidade dos gráficos. Mas estamos falando sobre manejo integrado de pragas. A minha opinião é que a gente evoluiu pouco. Por que nós evoluímos pouco? Então, pessoal, nós burocratizamos o talento. Quantos de nós, aqui, começamos trabalhando, fomos a campo, encantávamos o cliente, fizemos sucesso, somos empresários. O que acontece com isso? Eu vou para o escritório?”, questiona o palestrante.

Em seguida, subiu ao palco o pesquisador Iwens Sene, que trouxe novidades relacionadas à utilização de inteligência artificial no segmento de combate às pragas. Ele falou sobre experiências de outros países, que utilizam as novas tecnologias para identificar roedores com mais acurácia, ajudando a definir que tecnologias são mais adequadas para contê-los. Já Bocalini, o terceiro a falar, deixou claro que preocupações ambientais estão muito presentes no público consumidor. Segundo ele, quem não estiver disposto a valorizar a busca por soluções que considerem esses impactos está fadado a desaparecer.

“Essa questão dos impactos ambientais é muito forte. Eu costumo dizer que identificar a praga-alvo é fundamental. Se a gente não identificar a praga-alvo, a gente impacta também de forma muito forte a questão ambiental. O que a gente está fazendo com os outros animais que não são o foco do nosso tratamento? Então a gente precisa pensar, quando a gente fala no futuro, nesses desafios. As cidades crescem, elas ocupam novos espaços e novas realidades. A gente precisa entender tudo isso”, destacou Bocalini.