Conselheira federal do CFQ discute qualidade da água engarrafada no Brasil
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Água engarrafada possui uma data de validade, mas a armazenagem correta e a qualidade da embalagem são cruciais para garantir a segurança. A conselheira federal do CFQ, engenheira química, professora e coordenadora do Programa Institucional de Qualidade de Água da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvana Calado, discutiu a qualidade da água engarrafada brasileira em uma entrevista para a Revista Brasil.
Durante a entrevista, Silvana abordou um estudo científico publicado em uma revista norte-americana, revelando que marcas populares apresentam uma média de 240 mil fragmentos detectáveis de plástico por litro de água. Isso implica que quem consome água de garrafas plásticas também pode ingerir centenas de milhares de fragmentos de plástico.
Segundo Silvana, as águas provenientes de estações de tratamento adequadas, em conformidade com a Portaria 888 do Ministério da Saúde, geralmente atendem aos padrões de potabilidade, não condenando a presença dessas partículas.
Nesse contexto, a conselheira ressalta a relevância da origem da água para assegurar qualidade e saúde. “Se a água é captada em águas superficiais, essas partículas podem estar presentes devido ao lixo. Mas se tratada em uma estação de tratamento de água, essas partículas serão precipitadas e removidas. Então, as águas potáveis oriundas de estações de tratamento devem estar dentro do padrão da Portaria 888 de potabilidade”, afirmou.
O CFQ já abordou o tema no ínicio de 2022, saiba mais aqui.