Análise positiva: parlamentares da Frente e autoridades gaúchas refletem sobre indústria química após visita ao Polo de Triunfo (RS)
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A visita realizada no Polo Petroquímico de Triunfo (RS), no último dia 14, pela Frente Parlamentar da Química do Congresso Nacional, foi avaliada como muito positiva pelas autoridades envolvidas. Os representantes do governo gaúcho disseram que o Estado compreende a importância do setor e que está comprometido com as ações políticas em defesa do Polo; já os integrantes da Frente Parlamentar entendem que a visita foi válida por permitir a eles uma compreensão do nível de dificuldade de operação de uma planta industrial de alta complexidade como a existente em Triunfo.
O secretário-chefe da Casa Civil do Estado gaúcho, Artur Lemos, comentou o posicionamento do governo local em defesa da indústria química.
“O Estado tem na indústria química, uma indústria forte e pujante em constante desenvolvimento. O governo do Estado está imbuído nessa causa junto com o Congresso, para que a gente avance e que o polo petroquímico e a indústria aqui instalada possam seguir seu desenvolvimento. Reforço o esforço que se fez aqui para que se mudasse em âmbito nacional a política de importação, da taxação de produtos que vem de fora e acabam prejudicando a nossa indústria local”, comentou Lemos.
Já o colega de governo de Lemos e representante do governador Eduardo Leite na visita, Ernani Polo, secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, afirmou que o Estado mantém um grupo de trabalho para analisar permanentemente as circunstâncias que envolvem a indústria química:
“É um compromisso do governo em trabalhar de forma articulada, potencializar esse setor importante. Trabalhamos com o GT da Química, temos reuniões periódicas na secretaria com todos os atores. Queremos construir ações para fortalecer o setor. O governador determinou que o governo o priorize. Enfrentamos dificuldades de competitividade e um dos pontos que nos angustia é a distorção tributária que a Zona Franca de Manaus provoca. Temos de trabalhar também para que a indústria tenha condições de ampliar a produção”.

O presidente da Frente Parlamentar do Congresso, deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), avaliou a importância da Frente e a atenção que o setor necessita para que os números expressivos trazidos pela Química ao Brasil sejam protegidos das ameaças que pairam sobre a indústria.
“A articulação em torno da Química tem dois propósitos: um é regulatório. A indústria química, todos sabemos, enfrenta um problema de competitividade. Toda a indústria nacional vem sofrendo muito, mas a indústria química em particular vem sofrendo muito mais com a abertura dessa possibilidade de ser atingida pelo conjunto de importações que têm sido feitas. Não consideramos que isso tenha um processo adequado. Nosso REIQ (Regime Especial da Indústria Química) perdeu espaço, tem um significado muito menor diante de um contexto como o atual. E a indústria química no Brasil tem uma expressão de mais de US$ 180 bilhões, com mais de 2 milhões de empregos diretos e isso tem um grande significado dentro do contexto nacional. A nós cabe fazer a mobilização para que se recupere a indústria nacional e, em especial, a Química”, destacou Motta.
O deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), cuja base política é a região do Vale do Sinos, bastante conhecida pela indústria coureiro-calçadista, assinalou que só uma indústria química pujante é capaz de oferecer o suporte que outros setores da economia tanto precisam para prosperar.
“Em Brasília, estamos no dia a dia debatendo esses temas importantes, que passam pela indústria química. Fazendo a visita a gente vê in loco e tem noção da complexidade e do quanto tempo se leva para constituir uma indústria como a química. E do quanto esse segmento se desenvolve e se desdobra em outros tantos, como o de tintas e o coureiro-calçadista, que é o segmento da região a qual eu represento. Tudo isso depende da indústria química, e é importante sabermos o quanto isso gera para a economia do Estado”. comentou o parlamentar.
O deputado federal Márcio Biolchi (MDB-RS) disse que é importante promover visitas como essa para que os parlamentares vejam como seus atos e decisões em Brasília repercutem nos mais diversos ambientes empresariais.
“Eventos como este traduzem em fatos as decisões que nós tomamos dentro do Congresso Nacional, a importância que essa indústria tem com relação a todos os outros setores. No caso do Rio Grande do Sul, também, na geração de empregos, promoção da tecnologia e a arrecadação no Estado e no Brasil. Acho que é importante para que nós compreendamos os desafios que estão colocados à nossa frente e o que precisamos fazer para preservar a indústria química no país”, asseverou.
A dor do cliente e as angústias do setor produtivo: com essa temática, o parlamentar Pompeo de Mattos (PDT-RS) avaliou que a visita serviu para trazer a problemática da indústria química para a realidade dos líderes políticos e da própria sociedade:
“Só sabe a dor do calo da bota, quem usa a bota. Só entende a questão da indústria química quem aqui vive, ou que vem aqui para aprender. Nós saímos dos gabinetes para ter a dimensão da grandeza e da magnitude do setor para a economia do nosso país. Sem aqui o Brasil não avança, não tem a tecnologia e nem as ações de que o país precisa para se desenvolver.”
Já o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) destacou a importância das iniciativas do governo federal para movimentar a economia e, em especial, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para que a indústria tenha um cenário interno que favoreça a expansão da produção e os investimentos.
“A Química está em tudo que nós consumimos no dia a dia, na produção industrial, comercial, nos usos domésticos. Com o anúncio do PAC, um estímulo, queremos um desenvolvimento com sustentabilidade e dando espaços, qualificando, preparando a nossa indústria nacional para termos empregos com qualidade no Brasil. Queremos oportunidades para nossos engenheiros e todos que trabalham nessa área e, ao mesmo tempo, queremos que a indústria seja sustentável, atenta às questões ambientais e que tenha todos seus programas regenerativos (do meio ambiente). Para isso existe a nossa frente parlamentar”, manifestou o parlamentar petista.