CFQ abre diálogo para lutar pela evolução do ensino de Química no Brasil

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Durante o XXI Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ), o Conselho Federal de Química (CFQ) se posicionou favoravelmente a um maior incentivo de eventos e projetos relacionados ao ensino de Química no Brasil. Além disso, colocou-se à disposição para fomentá-los e impulsioná-los, por meio de apoio institucional e financeiro, e para uma atuação em conjunto com as entidades ligadas à Química de forma a contribuir com o desenvolvimento deste ensino e na defesa da Ciência no país. Com o tema “Democratização do Ensino de Química: (des)caminhos das políticas públicas brasileiras”, o evento ocorreu no período de 1º a 3 de março, na cidade de Uberlândia (MG).

Participante enquanto espectador da mesa redonda “Identidade, formação e evasão nos cursos de licenciatura em Química”, o representante da Ouvidoria do CFQ e licenciado em Química Diego Freitas destacou como fundamental as ações de valorização e formação continuada de professores; de combate à defasagem escolar de alunos de nível médio; e de enfrentamento ao esvaziamento acadêmico percebido nos cursos de Licenciatura em Química.

Diego frisou ainda como urgente a ampliação das discussões sobre qualificações técnicas dos alunos egressos de regimes de ensino presenciais, híbridos e a distância, tendo em vista a crescente oferta de cursos integralmente EAD (a distância) em detrimento, em alguns casos, da manutenção da qualidade do ensino e das atribuições profissionais concedidas.

Diego Soares, membro da Ouvidoria do CFQ

Evasão acadêmica

A mesa redonda foi composta pelos professores doutores Cláudio Benite, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Kátia Dias, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), com mediação do professor doutor José Gonçalves Teixeira Júnior, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que sedia o evento.

Cláudio Benite avaliou que é importante discutir não só política pública para a formação de professor, como também políticas internas da universidade no sentido de se articular com o Estado, por exemplo, para a manutenção do professor formador em sala de aula. “Como é que a gente evita a evasão? Dando acesso ao aluno, tanto na educação básica quanto na superior, mas também oferecendo um serviço que o mantenha lá dentro e que seja de qualidade para uma boa formação”, argumentou.

De acordo com Kátia Dias, a evasão que se tem registrado nos cursos de Licenciatura não somente em Química, como também em outras áreas do conhecimento, passa pela necessidade de valorização profissional e engajamento da sociedade para a implementação de políticas públicas que fortaleçam essa formação. “É importante que toda a sociedade esteja envolvida nesse tema. Não há possibilidade de excluir uma instituição tão importante como o Conselho Federal de Química desse debate por conta de todo conhecimento e de toda visão que ele tem da profissão”, exemplificou.

ENEQ

Trata-se do maior e mais importante evento promovido, a cada dois anos, pela Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) para discutir temáticas que abordam questões sobre os avanços e as limitações da Educação Química no Brasil, bem como a formação de professores.

A XXI edição teve como tema “Democratização do Ensino de Química: (des)caminhos das políticas públicas brasileiras” e contou com a participação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) e Instituto Federal Goiano (IF Goiano).