Ao Estadão, presidente do CFQ explica o que a presença de coliformes totais indica na água mineral
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Em entrevista ao portal de saúde do Estadão, José de Ribamar Oliveira Filho explicou o significado técnico dos testes laboratoriais e destacou os pontos críticos da cadeia produtiva que podem impactar a qualidade da água mineral
A recente determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que suspendeu a comercialização e o consumo de um lote de água mineral após a identificação de coliformes totais levantou dúvidas entre consumidores sobre a qualidade do produto e os riscos à saúde. Para elucidar o tema sob a ótica técnica e científica, o jornal Estadão consultou o presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho.
Na reportagem veiculada pela editoria Pulsa, especializada em saúde e bem-estar, o presidente do CFQ explicou que a detecção desses microrganismos funciona como um termômetro essencial de boas práticas industriais:
“Na água mineral, sua presença pode indicar falhas de higiene, na captação, no envase ou armazenamento”, esclareceu José de Ribamar Oliveira Filho.
O presidente do CFQ ponderou, contudo, que a identificação de coliformes totais em laudos laboratoriais não deve ser confundida automaticamente com a contaminação fecal direta (como a provocada pela bactéria Escherichia coli). O grupo dos coliformes totais engloba bactérias que ocorrem naturalmente no solo, na vegetação e em ambientes aquáticos, servindo aos químicos e órgãos sanitários como um indicador primário de integridade microbiológica e de conformidade no processamento da água.
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