Queimadas deixam rastros: CFQ reforça importância do ar limpo e seguro 

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A Química revela os riscos invisíveis da fumaça e aponta soluções para enfrentá-los

Com a intensificação dos incêndios em setembro, o Conselho Federal de Química (CFQ) alerta para os riscos que a fumaça traz à qualidade do ar. Embora ocorram ao ar livre, os efeitos das queimadas ultrapassam os limites do campo e alcançam casas, escolas e escritórios.

A Química mostra que a fumaça não é feita apenas de cinzas. Cada foco de chama libera considerável quantidade de gases e partículas finas — dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos — capazes de penetrar nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea, aumentando o risco de doenças respiratórias, cardiovasculares e até câncer.

Manter boa a qualidade do ar interno é fundamental para a saúde e qualidade de vida das pessoas, assim como também pode permitir o maior rendimento de trabalhadores e estudantes nas suas atividades”, diz Diego Freitas, Químico Analista do CFQ.

Quando na rua a qualidade ar fica muito degradada, buscamos refúgio nos ambientes internos. Mas nem sempre eles estão a salvo. Sistemas de climatização sem manutenção podem espalhar contaminantes, e abrir janelas em dias de fumaça pode trazer para dentro o ar poluído que tentamos evitar. É por isso que a qualidade do ar interior precisa de atenção especial e deve seguir normas como a ABNT NBR 17037, com planos regulares de manutenção (PMOC) conduzidos por profissionais habilitados, entre eles os químicos.

Nesse processo, os profissionais da Química desempenham papel essencial: monitoram a presença de poluentes, analisam parâmetros físico-químicos e microbiológicos e propõem soluções para reduzir riscos à saúde.

O Sistema CFQ/CRQs também reforça medidas simples para reduzir a exposição:

  • Usar máscaras do tipo PFF2 ou N95, capazes de filtrar partículas finas;
  • Instalar purificadores de ar com filtros adequados;
  • Realizar manutenção periódica de filtros de aparelhos de ar-condicionado;
  • Manter portas e janelas fechadas nos horários de pior qualidade do ar;
  • Monitorar a umidade e recorrer a umidificadores em períodos de ar muito seco;
  • Evitar acender velas, lareiras ou fogueiras em ambientes internos durante a temporada de queimadas.

O CFQ reforça ainda que abrir janelas em dias de poluição pode agravar a contaminação do ambiente interno e que sistemas de climatização sem manutenção adequada, em vez de proteger, podem espalhar ainda mais os poluentes.