Conselheiro do CFQ alcança imortalidade na Academia de Ciências do Piauí
Publicado em:

O conselheiro federal do CFQ José Ribeiro dos Santos Junior é agora um imortal. Ele recebeu recentemente o título da Academia de Ciências do Piauí pela atuação como educador e Profissional da Química por mais de 40 anos. Desde 1980, Ribeiro contribui para a formação de Profissionais da Química, tendo sido aprovado no primeiro concurso para professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) em 1982, embora já atuasse como professor substituto desde 1980. Após trabalhar na indústria na Bahia, inclusive como gerente de uma empresa de refrigerante, retornou ao Piauí e iniciou sua carreira acadêmica em 1982.
Convite
José compartilhou suas reflexões sobre a recente imortalização na Academia de Ciências do Piauí. Perguntado sobre como alcançou essa posição, o conselheiro revelou ter sido convidado por uma equipe de profissionais que organizou a Academia, a maioria dos quais são renomados professores universitários. Ele expressou profunda honra por integrar uma equipe de excelência profissional, composta por indivíduos selecionados com destaque no Piauí.
Ao discutir o significado de ser considerado “imortal” na academia, José enfatizou que enxerga esse reconhecimento como uma validação de seus 40 anos dedicados ao ensino universitário. “Eu não consigo imaginar isso, as coisas são muito relativas. Então, de repente, isso é mais um reconhecimento pelo trabalho que fiz durante essas quatro décadas na universidade”, comemorou.
Reconhecimento
Na Academia, Ribeiro explicou que não é o único representante da Química, havendo outros três professores na mesma área. Ele destacou a importância desse reconhecimento para os Profissionais da Química do Piauí, fornecendo confiança e destaque para aqueles que dedicaram suas vidas a essa disciplina. “É muito bom fazer parte de uma equipe de profissionais que são selecionados como de excelência dentro do Estado”, disse.
Formando profissionais
Com um mestrado obtido em 1991 um e doutorado em 1995, José ressaltou o esforço contínuo para manter-se como pesquisador e professor ao longo dos anos, enfrentando desafios e contribuindo significativamente para a formação de profissionais da Química. “É gratificante quando observamos nossos alunos se tornarem professores. Hoje, dentro do próprio Departamento de Química, que é o departamento em que eu trabalho, tem 32 professores, todos com mestrado e doutorado, 18 ou 20 são meus ex-alunos. Eu acho isso ótimo! Já como pesquisador, tenho formado cerca de 45 alunos entre mestres e doutores. Então, isso é o prêmio por ter formado esse pessoal”, celebrou.
Academia de Ciências do Piauí
Criada em agosto de 2002 por iniciativa do então reitor da Universidade Federal do Piauí, professor Pedro Leopoldino Ferreira, a Academia de Ciências do Piauí passou por diversas fases em sua diretoria. Em 2014, uma nova gestão trabalhou na adaptação do Estatuto aos padrões do Código de Processo Civil Brasileiro e da Academia Brasileira de Ciências.
A busca por uma sede própria foi uma empreitada desafiadora, culminando em 2015, quando a instituição foi declarada Instituição Social de Utilidade Pública. O ano de 2019 marcou a concretização desse sonho com a inauguração da sede própria. A história da Academia é pontuada por grandes momentos, como a foto dos fundadores em 2002, a posse dos novos membros titulares vitalícios em 2017 e a inauguração da sede em 2019/2020.