Congresso da ABRACERVA no Centro-Oeste tem participação do Sistema CFQ/CRQs
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Como forma de ampliar eventos que abordam informações sobre o mercado cervejeiro no país, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (ABRACERVA) promoveu, na quarta-feira (13/09), em Brasília, o Congresso Cerveja Brasil. Entre os participantes esteve o Sistema CFQ/CRQs, representado pela conselheira do Conselho Federal de Química (CFQ), Suely Abrahão Schuh.
“Como parceiros da Abracerva, viemos mostrar a necessidade do CFQ estar presente em eventos que falam de Química, tecnologia e ciência. E a cerveja, que é a paixão nacional, tem tudo a ver com a Química”, afirmou a conselheira.
Segundo o presidente da ABRACERVA, Gilberto Tarantino, o evento faz parte do projeto Conexão Cerveja Brasil que busca percorrer todas as regiões do país para dar visibilidade ao segmento. “Existem cervejarias locais maravilhosas que utilizam frutas, madeiras e até raiz. Isso tem que ser valorizado. E o congresso é uma oportunidade de informação. A gente fala de reforma tributária, sustentabilidade, diversidade, ciência. Tudo isso é uma maneira de entregar para os nossos associados e parceiros todas essas ferramentas para melhorar a produção de cerveja no Brasil”.

A ABRACERVA tem estabelecido parceria com várias instituições para alavancar o crescimento do mercado cervejeiro. Entre elas está o Sistema CFQ/CRQs, que congrega o CFQ e os 21 Conselhos Regionais de Química. “Esse início de parceria é para levar para os integrantes de ambas entidades esse conhecimento mútuo. A gente precisa de técnicos responsáveis, de cientistas que olhem para a cerveja como uma fonte para aprender e estudar”.
Em sua palestra, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), Márcio Maciel, apresentou o Movimento Cerveja Rende que une dez entidades representativas da cadeia produtiva da cerveja em prol do fortalecimento do setor, por meio da divulgação de números e dados do segmento. “Estamos falando de mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos gerados. É uma das maiores indústrias do Brasil. A gente representa 2% do PIB [Produto Interno Bruto] e quase R$ 50 bilhões de impostos pagos no Brasil”.
Ainda de acordo com Márcio Maciel, a ideia é apresentar essas informações para os tomadores de decisão e para a sociedade. “Poucas pessoas sabem o que está por trás daquele copo de cerveja que estão tomando. Não sabem o esforço, a quantidade de gente trabalhando ali e como essa cadeia é grande. Temos que valorizar o que é brasileiro. Nós, como entidades representativas, temos que prestar apoio, explicando, dando informação e orientando para as melhores práticas com apoio de Profissionais da Química”.

Outra instituição que participou do Congresso, em Brasília, foi a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (ABRALATAS). Trata-se de uma associação civil sem fins lucrativos criada em março de 2003 para estabelecer o intercâmbio de experiências com a sociedade e promover o desenvolvimento e o aumento da competitividade dessa embalagem e de sua cadeia produtiva no Brasil.
Por meio do projeto “Cada Lata Conta”, foram recolhidas em 2023, no carnaval do Rio de Janeiro, 10 toneladas de latas de alumínio para reciclagem, o que levou o evento carioca a entrar para o livro dos recordes, o Guinness World Records. O projeto é a versão brasileira, coordenado pela ABRALATAS, do projeto “Every Can Counts”, criado no Reino Unido e que está presente em 29 países da Europa com o objetivo de reciclar 100% das latas consumidas.