Conselheiro do CFQ defende que pesquisa sobre Cannabis medicinal se transforme em estudo clínico
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O conselheiro federal do Conselho Federal de Química (CFQ) Ubiracir Lima reforçou a necessidade de se avançar nas pesquisas sobre os componentes químicos da Cannabis para fins medicinais. O pronunciamento ocorreu na quinta-feira (29) durante audiência pública sobre o tema na Câmara dos Deputados.
“O Conselho apoia totalmente a função química que envolve o tema. A nossa contribuição é olhar os metabólicos presentes na planta e dar suporte ao médico prescritor e a quem mais [faz seu uso terapêutico]”, explicou Lima, que também é membro do Comitê de Governança de Orientação e Fiscalização Profissional (CGFISC), do CFQ, e da Comissão de Química Farmacêutica do Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV-SP).
Ainda segundo Ubiracir, a pesquisa sobre a Cannabis medicinal não trata-se mais de pesquisa simplesmente exploratória, várias são estruturadas e podem se transformar num estudo clínico. “É uma planta que tem diversas aplicações diferentes, inclusive [na área] industrial.”
Após a explanação do conselheiro federal do CFQ, o presidente da Associação Terapêutica Cannabis Medicinal Flor da Vida, Enor Machado de Morais, pediu a palavra para fazer um complemento e enalteceu o apoio que tem recebido da Autarquia. Segundo ele, o CFQ foi único, entre os Conselhos Profissionais, que tem auxiliado a entidade. “O Conselho Federal de Química foi o único que nos recebeu de braços abertos”.
Audiência pública
A audiência pública foi realizada pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, a pedido da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). “[Vamos] tentar fazer com que a gente avance nacionalmente numa regulamentação que seja digna e que atenda às demandas dos pacientes, das associações e da população brasileira.”
O evento contou com representantes do Ministério da Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de entidades ativistas da pauta. Houve pronunciamento dos deputados Paulo Fernandes (Republicanos-DF), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e demais inscritos no debate.