Quimeninas incentiva participação feminina em olimpíadas de Química no Brasil e no exterior

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O Programa Nacional Olimpíadas de Química criou o projeto “Quimeninas”, uma competição nacional de Química destinada às meninas regularmente matriculadas no 9º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio de todo o Brasil.

O projeto busca incentivar a participação do público feminino na Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), bem como aumentar o número de meninas medalhistas em nível nacional e internacional; identificar talentos femininos na Química incentivando o ingresso em universidades nas áreas científica, tecnológica, de engenharia e outras; aumentar o interesse pela Química resultando no aprofundamento do conhecimento no ensino básico; estimular a liderança e equidade de gênero na área da Química, entre outros objetivos.

A prova será realizada de forma on-line no sistema da OBQ e as meninas poderão ser inscritas pelos seus coordenadores. A prova terá 30 questões objetivas com duração de 2h e ocorrerá no mês de outubro. Outras informações, como a abertura do período de inscrições e a divulgação dos resultados, serão divulgadas posteriormente.

Premiação

Terão direito a certificado todas as participantes, coordenadores (as) e colaboradores (as). As melhores classificadas terão direito a medalhas nas categorias ouro, prata e bronze e serão oferecidas menções honrosas.

As medalhas serão distribuídas por região de acordo com a série, num total de 150. As medalhistas estarão automaticamente classificadas para a modalidade A da Olimpíada Brasileira de Química de 2024.

Lançamento

O projeto foi lançado no dia 11 de fevereiro, durante o painel virtual “Como podemos contribuir para mais mulheres na ciência?”, promovido pelo Conselho Federal de Química (CFQ) e pelo Programa Nacional Olimpíadas de Química. O evento foi alusivo ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.

“A gente espera que o Quimeninas seja um sucesso e que tenha participação de muitas meninas para reverter esse quadro de pouca participação feminina na Olimpíada Brasileira de Química. Esperamos também que consigamos ter uma porcentagem maior de meninas na OBQ, na Ibero-americana e na [Olimpíada] Internacional de Química”, disse a professora doutora Patrícia Teresa Souza da Luz, do Instituto Federal do Pará (IFPA) e vice-presidente do Conselho Regional de Química da 6ª Região (CRQ VI – Pará e Amapá). Ela coordena o projeto ao lado da professora doutora Maria José de Filgueiras Gomes, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).