Rio Oil & Gas: profissional técnico de nível médio foi tema de painel no segundo dia do congresso
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Na manhã de terça-feira, segundo dia de evento, os profissionais técnicos de nível médio foram o tema central de um dos painéis realizados no congresso da feira Rio Oil & Gas, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.
Ana Vaz, da empresa Gás Natural do Açu (GNA), Talita Alves, do Comitê Jovem do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), e Milton Simas Torres, da Petrobras e Cefet, apresentaram experiências inovadoras e os desafios para o ingresso e a sobrevivência nesse mercado de tantas inovações e possibilidades.
Talita Alves apresentou os resultados de uma pesquisa extensa com jovens, sobre os desafios para a retenção e atração de novos talentos para esse mercado.
“Com esses dados que levantamos, temos a intenção de subsidiar as empresas, as indústrias e a universidade, para atuarem de forma mais assertiva e serem um local que acolha esse público jovem.”, disse.
Segundo ela, os jovens querem participar ativamente dos processos de transformação e transição da indústria de energia, por exemplo. E 25% dos que participaram da pesquisa entendem que a indústria de petróleo e gás faz parte de uma matriz energética diversa.
Ainda, o ingresso nesse mercado de trabalho, que tem a expectativa da geração de 500 mil postos nos próximos anos, precisa ser fomentado por meio de capacitação para mudar o cenário em que 31% desses jovens estão desempregados.
E foi o que fez a GNA, empresa que, atuando no município de São João da Barra, no norte Fluminense, com um programa de qualificação profissional como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social.
Como resultado das diversas estratégias para potencializar contratações, como parcerias com municípios e instituições de ensino, por exemplo, descentralizando os cursos e criando mais condições para que as pessoas se capacitem. Ao final do programa, o índice de contratação dos profissionais atingiu 68%, segundo os dados apresentados por Ana Vaz.
Milton Simas, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ), defendeu que, apesar do trabalho apresentado no congresso ter sido voltado para os profissionais do curso técnico de eletrônica do CEFET, a área de óleo e gás abriga as especializações técnicas da área, mas também a multidisciplinaridade.
“O profissional técnico consegue exercitar suas funções de forma mais eficiente e desenvolve suas competências e habilidades quando, na sua formação, ele é exposto a uma visão multidisciplinar.”, afirmou Milton.
E ainda, segundo o professor, é importante que o profissional da Química, por estar diante de umque tem amplo campo de atuação, tenha noções de automação de processos e de controle dos principais equipamentos eletrônicos envolvidos, porque essa é a realidade que ele vai encontrar ao ingressar na indústria.
Sistema CFQ/CRQs na Rio Oil & Gas
O Sistema CFQ/CRQs participa da Rio Oil & Gas 2022 na condição de expositor, com um estande compartilhado entre o Conselho Federal de Química (CFQ) e o Conselho Regional de Química da 3ª Região (CRQ III – Rio de Janeiro).