Festa junina de colaboradores do CFQ teve palestra sobre inclusão e diversidade

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Um momento de descontração e convivência – mas também uma oportunidade de refletir e aprender sobre inclusão e diversidade no ambiente de trabalho e na sociedade. Essa é a síntese do evento realizado em um clube social da capital federal na sexta-feira (08/07) como encerramento das celebrações juninas no Conselho Federal de Química (CFQ).

A confraternização reuniu os colaboradores e gestores do CFQ e incluiu em sua programação a palestra “Construindo engajamento corporativo: diversidade, inclusão, visibilidade e direitos”, que contou com a participação de Fabiana Gadelha, ativista de Direitos Humanos e que atua como chefe de gabinete do CFQ; Cíntia Cecílio, presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB/DF; e Juliana Marra, gerente sênior de Relações Institucionais e Governamentais da Unilever.

A temática da palestra – um bate-papo descontraído, envolvendo as três integrantes, se centrou em relatar formas de enfrentar toda e qualquer forma de preconceito no cotidiano, promovendo o respeito e a civilidade. Fabiana, por exemplo, mãe de um menino negro, trouxe à plateia testemunhos de situações de discriminação racial comuns no cotidiano, no dia a dia.

“Meu filho Arthur, desde bebê vivenciou várias formas de racismo, inclusive na família e na comunidade. Já conversei, eduquei, esclareci e até chamei a polícia. Racismo não pode ser normalizado. Hoje, aos 12 anos, ele é consciente de seus direitos e não aceita ser discriminado.”

Juliana, que também preside a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional  (Abipla), afirmou que a diversidade e a inclusão são vistas pela indústria como elemento fundamental hoje em dia.

“A indústria já percebe que se formos desenvolver produtos para apenas um tipo de pessoa, só para o consumidor que atende determinado padrão, não vai funcionar. Precisamos pensar em pessoas representativas da sociedade brasileira. A gente cria uma legião de pessoas parecidinhas, obviamente isso não vai funcionar”, afirmou Juliana.

A gerente da Unilever disse ainda que a mensagem em favor da diversidade nem sempre é bem recebida – mas que o fato de que o preconceito persiste torna necessária a reiteração.

“Escuto muito, de muita gente, que “esse papo é chato”. A gente precisa mais do que nunca escutar o outro, se estamos falando disso é porque ainda é preciso”, afirmou Juliana.

Cíntia aproveitou para trazer ao público conhecimentos sobre diversidade sexual. Ela explicou que a sigla que define o movimento (LGBTQIA+), em constante expansão, tem uma razão de ser e que busca tratar os integrantes com o devido respeito.

“Espero que esse encontro sirva para que possamos refletir um pouco. Às vezes está acontecendo alguma coisa dentro da nossa casa e a gente não sabe como agir, ou com um amigo próximo”, afirmou a advogada.