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Vidas inspiradoras: jovens contam a experiência na Olimpíada Alagoana de Química

A inspiração dos professores e a vontade de adquirir novos conhecimentos fazem parte da vida dos vencedores da Olimpíada Alagoana de Química (OALQ 2020). Histórias de mestres e seus pupilos revelam o despertar para a Ciência em sala de aula. Nesta edição, foram 61 medalhas conquistadas nas duas modalidades da competição (A e B), sendo 10 de ouro; 20 de prata e 31 de bronze, além de 42 menções honrosas. Participaram da OALQ 2020 alunos das redes pública – incluindo os Institutos Federais – e particulares de Alagoas.

Yannara Izídio de Albuquerque tem 17 anos e sagrou-se vencedora com a medalha de bronze na OALQ. A estudante cursa a 3ª série do ensino médio na Escola Estadual Odete Bonfim, de Maribondo. “Resolvi participar das Olimpíadas porque foi um meio de praticar meus conhecimentos, estudando os conteúdos da disciplina de Química. Aprendi muito mesmo com essa pandemia, com o meu professor. Para mim, a Química é um desafio porque, mesmo às vezes não entendendo, eu vejo ela como um jogo que eu preciso ganhar, me esforço muito para compreender”, relata a jovem que pretende cursar Odontologia ou Medicina.

A escola pública Odete Bonfim obteve ainda dez menções honrosas entre as 42 no estado. O professor de Química Silvânio Araújo dos Santos conta que já tinha o desejo de inscrever a Escola na Olimpíada Alagoana de Química, com o intuito de incentivar seus alunos e fazê-los compreender que a Química é uma Ciência muito importante para a humanidade.

“Este ano não medi esforços, junto com o aval da direção, e inscrevi todos os alunos dos dois turnos, cerca de quase 460 alunos. Mobilizei pelo WhatsApp. Como a prova foi on-line, facilitou o acesso. Foi gratificante este resultado, e vamos participar este ano e cada vez mais incentivar e promover a Química”, lembra entusiasticamente o mestre.

A realidade da estudante Celina Vitória Matias Oliveira também não é diferente. Ela está na 3ª do ensino médio da Escola Tiradentes da Polícia Militar de Alagoas, na cidade de Arapiraca. Como medalhista de prata, Celina Vitória afirma que o apoio e o incentivo do colégio foram essenciais para alcançar essa conquista, e principalmente, a dedicação da professora de Química Wilze Alves.

Segundo a aluna, Wilze não mediu esforços para passar conhecimento. “Eu sou curiosa, e a Química sempre chamou minha atenção. Desde criança, eu gostava de fazer experimentos e invenções. Quando resolvi participar da Olimpíada de Química, adotei como objetivos o desenvolvimento de práticas, estratégicas e tempo, que são aspectos para os estudantes que estão a um passo do vestibular. E, nesta fase, todas as provas auxiliam. Cada erro nos leva a um acerto num futuro bem próximo”, conta a estudante.

“Esse é o nosso segundo ano de participação na OALQ. Tivemos resultados muito promissores, fruto da dedicação e empenho de nossos alunos e equipe escolar.A preparação para a Olimpíada se dá de uma forma muito natural. Os assuntos cobrados já fazem parte de nossa grade curricular. Nosso objetivo enquanto professores é motivar e incentivar a participação na Olimpíada. Os resultados só mostram que estamos no caminho certo”, avalia a professora Wize.

O jovem de 16 anos Phelipe Andrade do Nascimento estuda no Tiradentes de Arapiraca, no segundo ano do ensino médio. Ele foi medalha de prata na competição. Conta que se animou a se inscrever na Olimpíada de Química por influência dos professores. “Meu preparo foi em aula, mas tive uma rotina de estudos em casa. A Química está em nosso dia a dia. Ao ler uma bula de um remédio, você consegue entender a sua composição.”

Incentivo familiar

“Minha família ficou bem animada com a conquista. Eu fiquei surpresa com o resultado”, conta Isabelle Pacheco de Carvalho, de 17 anos, cursando o 3º ano do ensino médio e vencedora do evento com a medalha de bronze. Para a aluna do Tiradentes (unidade Maceió), a Olimpíada é um treinamento para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “A Química é muito interessante, e a dedicação dos professores também foi importante.”

Bruna Campos Ferreira participou pela primeira vez da OALQ e recebeu a medalha de bronze. “Me inscrevi próximo ao encerramento das inscrições e tive um preparo diário, realizando revisões dos assuntos do ano anterior e resolução de questões. Eu gosto da Química Orgânica. Para mim, estudar Química nos aproxima e nos ajuda a compreender mais sobre os elementos do nosso dia a dia e a forma como que tudo funciona na teoria. Meus pais ficaram muito felizes pela minha conquista. O apoio deles foi fundamental”, salienta.

Veja aqui a relação completa dos ganhadores da Olimpíada de Alagoas.

Conheça aqui como funciona o Programa Nacional de Olimpíadas de Química.