Representatividade feminina: I Evento “Mulheres e Meninas na Ciência” mobiliza estudantes e especialistas em SC

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Com auditório cheio e clima de entusiasmo, o I Evento “Mulheres e Meninas na Ciência” marcou uma tarde de inspiração e aprendizado na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Tubarão (SC), na última terça-feira (6).

Idealizado pelo projeto de extensão “Olimpíada Catarinense de Química”, com o apoio do Conselho Federal de Química (CFQ) e do Conselho Regional de Química da 13ª Região (CRQ XIII – Santa Catarina), o encontro reuniu autoridades, cientistas e estudantes com o objetivo de incentivar a presença e o protagonismo feminino na Ciência.

Durante a abertura do evento, a professora Larissa Albuquerque Dutra, diretora da Unisul, destacou a relevância da iniciativa. “Hoje, nós não celebramos apenas a Ciência, mas também mentes e corações que têm o poder de transformar. Este evento é um ponto de partida, um movimento contínuo de empoderamento, de inspiração, de transformação por meio da educação, da Ciência e da pesquisa”, afirmou.

Estiveram presentes no encontro o presidente do CRQ XIII (SC), Clóvis Goulart de Bem; o primeiro secretário do CFQ, Jonas Comin Nunes; o professor Otoniel Souza de Oliveira, coordenador dos cursos de Química e Engenharia Química da Unisul; e o engenheiro químico Francisco Guimarães da Rosa, fundador de uma das empresas apoiadoras da iniciativa.

Durante o evento, o presidente do regional catarinense enfatizou a necessidade de fortalecer as políticas de equidade de gênero na Ciência. “A história da Ciência é marcada por contribuições extraordinárias das mulheres, que muitas vezes enfrentaram barreiras impostas por uma sociedade que pouco as enxergava. No entanto, elas persistiram e abriram caminhos. Ainda há muito a ser feito. Precisamos fortalecer as políticas de equidade, incentivar a presença feminina em cargos de liderança e garantir que meninas e jovens tenham acesso para seguir na Ciência”, ressaltou.

O primeiro secretário do CFQ, Jonas Comin Nunes, destacou a importância institucional do encontro para dar visibilidade à atuação das mulheres cientistas. “A participação do Conselho Federal de Química e do Conselho Regional de Química neste evento é fundamental para mostrar à sociedade o quanto as mulheres, as cientistas, contribuem para os diversos produtos que temos hoje no nosso dia a dia”, disse.

Representatividade feminina

Na sequência, a conselheira federal e coordenadora do Grupo de Trabalho ”Mulher na Química” do CFQ, Ana Paula Sayd, compartilhou sua trajetória e destacou a importância de ações voltadas à maior representatividade e liderança feminina no mercado químico.

“Este é um momento de grande relevância para que conheçam os desafios e as possibilidades da carreira científica. O nosso foco, no Grupo Mulher, é incentivar cada vez mais a inserção da mulher cientista e da mulher líder em cargos de destaque na área da Química, promovendo a equidade de gênero na sociedade”, enfatizou.

Ela finalizou sua participação com uma mensagem inspiradora aos jovens presentes. “Consumam Ciência, filtrem com seus corações, ouçam e sonhem grande. Abracem a sua curiosidade e nunca deixem que alguém diga que vocês não podem abraçar o seu grande destino. O mundo precisa da inteligência de vocês e das suas perspectivas únicas”, pontuou.

Mistura explosiva

Na segunda parte da programação, os estudantes participaram do jogo “Mistura Explosiva” e de uma experiência laboratorial de produção e análise de produtos de limpeza, conectando teoria e prática com responsabilidade. A professora Francielen Kuball Silva, coordenadora do projeto e da Olimpíada Catarinense de Química, celebrou o sucesso do evento.

“Desenvolvemos atividades teóricas, práticas e uma programação muito bacana. Dividimos os participantes em dois momentos: o jogo didático e a experiência laboratorial, na qual produziram um lava-roupas e testaram sua qualidade. Tivemos todas as vagas preenchidas, o laboratório lotado, e foi lindo ver como os estudantes se engajaram quando colocaram a mão na massa. O objetivo foi exatamente esse: despertar o interesse e possibilitar que mais meninas se vejam representadas na Ciência. E os meninos também foram muito bem-vindos. Eles são aliados importantes nessa luta”, concluiu.