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Piscinas: diversão garantida com qualidade

Quem não gosta de aproveitar uma piscina, especialmente no verão brasileiro! Mas, para se ter uma diversão saudável e de qualidade é preciso tomar alguns cuidados. Para responder sobre quais são as principais atenções com esse equipamento, o Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV) promoveu, na quinta-feira (10), em seu canal do YouTube, live com o engenheiro químico Nilson Maierá, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e especialista em piscinas.

O Brasil possui cerca de 3 milhões de piscinas. Por ano, são construídas, em média, 100 mil. É o segundo país com o maior número, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, conforme enfatizou o especialista. “O clima é propício para as piscinas”, complementou.

O profissional, que é autor do livro “Piscinas litro a litro”, destacou aspectos importantes para se ter um equipamento seguro e saudável. Em relação aos itens legais, o principal documento é a NBR 10.339/18, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), responsável por estabelecer os requisitos e parâmetros para o projeto, desde a construção, instalação e segurança no uso. “Essa norma está sendo atualizada pela ABNT”, comentou.

Para Maierá, a piscina coberta é a que exige mais cuidados. O motivo, segundo ele, está no fato de a água ser aquecida, incidindo em um outro fator de atenção. “Na coberta [piscina], os produtos químicos saem da piscina e ficam no ambiente. A umidade também contribui para uma atenção maior. O ar do recinto precisa ser renovado a cada 6 ou 8 horas”, acrescentou o químico.

As grandezas físico-químicas de uma piscina residencial são: cloro total, cloro livre (por diferença entre total e livre obtém-se cloro combinado), pH, alcalinidade total, dureza cálcica. No caso de piscinas ao ar livre, está incluso ácido cianúrico. O PH ideal de uma piscina deve variar em torno de 7,2 a 7,8.

Medições

Durante a exposição, Maierá chamou a atenção para as medições. Nas piscinas residenciais, por ter uso mais restrito, elas podem ser mais espaçadas. Porém, nas coletivas e comerciais, os monitoramentos devem ocorrer diariamente.

O cloro pode ser medido pelos métodos OTO ou DPD. O método DPD mede cloro livre. Já o método OTO mede apenas o cloro total.

Conforme o especialista, a automatização das piscinas é importante para os locais que possuem piscinas coletivas ou comerciais, a exemplo de clubes, academias, resorts e parques aquáticos.

Outros recursos destacados por ele foram o uso de água potável de boa qualidade, além de tratamento com ozônio, ultravioleta e ionização, que, de acordo com Maierá, pelo custo elevado, ainda são pouco utilizados no Brasil.

Para encerrar, ele mencionou a importância da presença do profissional químico no tratamento de piscinas.

Assista à live do CRQ IV: https://www.youtube.com/watch?v=RBGgNJ4IehQ