Olimpíadas de Ciências e Química do Rio de Janeiro celebram talento e inovação no ensino

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No último sábado, 7 de dezembro, ocorreu a solenidade de premiação dos medalhistas da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), da Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQJr), da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), da Olimpíada Brasileira do Ensino Superior de Química (OBESQ) e da XIX Olimpíada de Química do Estado do Rio de Janeiro (OQRJ).

O evento, realizado no auditório do Colégio Pedro II Campus Tijuca II, reuniu alunos de escolas públicas e privadas de todo o estado do Rio de Janeiro. Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a entrega de troféus e medalhas em homenagem a figuras de destaque na educação e na ciência no Brasil, entre elas, o presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho, que também foi homenageado por sua contribuição ao apoio e crescimento das Olimpíadas.

Medalhistas
A solenidade contou com a participação de estudantes de diferentes níveis de ensino, e as premiações refletiram o esforço e o talento dos alunos. A medalhista de prata na ONC, Elisa da S. Conceição, da Escola Firjan SESI Nova Iguaçu, expressou a emoção de sua conquista. “Eu acho que a principal sensação, além de orgulho, é a alegria. Estar participando com muitas pessoas e saber que você foi bom o suficiente para ser premiado é surreal”, disse.

Já a estudante da Escola Firjan SESI Maracanã e medalhista de bronze na ONC, Allanyde Melo Camacho, trouxe um incentivo aos futuros participantes. “A dica que eu quero dar é: estudem, olhem as provas antigas para se basearem nos estudos para as questões. Não deixem de competir, pois sempre vale a pena testar os seus conhecimentos e, quem sabe, conquistar uma medalha”, afirmou.

Bruno Gabriel Motta, estudante de Engenharia do Instituto Militar de Engenharia e medalhista recorde da OBESQ, ressaltou o impacto da Olimpíada na formação dos profissionais. “A Olimpíada ajuda a preparar o profissional para os desafios da academia e do mercado de trabalho. Ela também é uma forma de identificar talentos em áreas específicas da Química”, destacou Motta, que conquistou quatro medalhas nas categorias de Química Analítica, Orgânica, Inorgânica e Físico-Química.

Formação científica
Luis Carlos de Abreu Gomes, coordenador-geral da OQRJ, reforçou a importância da competição para incentivar o estudo das ciências fundamentais. “Nosso desafio é mostrar que o ensino de Química pode ser feito de forma mais dinâmica. Queremos que os alunos vejam a Química no seu cotidiano, compreendendo sua aplicação em diferentes contextos”, explicou.

Walber Carvalho Melho, professor do Departamento de Química do Colégio Pedro II, representando a Reitoria e a Pró-Reitoria de Ensino, destacou o significado do evento para a instituição. “Esse evento reflete a nossa política educacional e o compromisso com a formação científica dos alunos, tanto no aspecto acadêmico quanto no desenvolvimento como cidadãos”, afirmou.

Homenagens e reconhecimento
O evento também foi marcado por diversas homenagens, com destaque para o professor Paulo Chagas, primeiro coordenador da OQRJ, que foi nomeado coordenador emérito da Olimpíada. A professora Nilce Brasil e o professor José de Ribamar Oliveira Filho, presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), receberam troféus com seus nomes, em reconhecimento às suas contribuições à Ciência e à Educação.

O presidente do CFQ expressou sua satisfação com o sucesso do evento e a crescente visibilidade das Olimpíadas. “Estamos vivendo um momento muito bom, com resultados positivos. O CFQ tem dado suporte a essas iniciativas, e nossa visibilidade está alcançando níveis internacionais”, afirmou Ribamar.

A professora Nilce Brasil, coordenadora do Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ), expressou sua surpresa e felicidade com a homenagem recebida. “Estou muito feliz, especialmente por ser uma homenagem inesperada. É gratificante ver que o esforço para valorizar as meninas na Ciência está gerando resultados”, comentou. Defensora da inclusão feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), Nilce destacou a importância de ampliar a presença das mulheres nas Olimpíadas e em outros espaços acadêmicos.

Por fim, Raquel Berco, coordenadora da ONC no estado do Rio de Janeiro, destacou o sucesso da cerimônia, que reuniu medalhistas, familiares e professores. “Tivemos um evento lotado, com a presença de alunos de diversas regiões do estado. Foi uma cerimônia cheia de homenagens, incluindo ao professor Paulo Chagas, ao professor Luis Carlos Gomes, ao professor José de Ribamar e à professora Nilce Brasil, que tiveram seus nomes destacados na premiação”, concluiu.

ONC
A Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) nasceu a partir do Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ), com o objetivo de criar uma competição científica de abrangência nacional, englobando as áreas de Química, Física e Biologia. Desde sua criação, a ONC tem crescido exponencialmente, atingindo mais de 4 milhões de estudantes de todo o Brasil, da 6ª série do ensino fundamental até o ensino médio. A coordenação nacional da Olimpíada está a cargo do professor Jean Carlos Antunes Catapreta, presidente da Associação Brasileira de Química (ABQ).

OQRJ
A Olimpíada de Química do Rio de Janeiro (OQRJ) teve início na década de 1990, como uma versão estadual da tradicional Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), com a primeira edição ocorrendo em 1993. Desde então, a OQRJ cresceu e passou a contar com a participação de escolas de diversas regiões do estado, além de contar com a colaboração do Colégio Pedro II, uma das instituições educacionais mais tradicionais do Rio. Em 1996, a OQRJ ganhou novos contornos e se expandiu, incorporando mais escolas e ganhando relevância no cenário educacional do estado. Em 2025, a Olimpíada completará 20 edições.

Confira aqui alguns registros do evento.