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Olimpíada Pernambucana de Química tem cerimônia de premiação

Estudantes da rede estadual que participaram da Olimpíada Pernambucana de Química (OPEQ) 2021 foram premiados, em cerimônia virtual, na última sexta-feira (02).  Ao todo, 1.051 estudantes foram gratificados, sendo 101 medalhistas e 968 agraciados com menções honrosas.

A solenidade contou com a presença de representantes do Conselho Regional de Química da 1ª Região (CRQ I), da Associação Brasileira de Química (ABQ), do Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ), e da Secretaria Estadual de Educação e Espaço Ciência.

A OPEQ, realizada em março de 2021, contou com participação recorde de 31.540 mil estudantes inscritos, oriundos de 569 escolas, representando 182 municípios de Pernambuco. Na última edição, em 2019, foram 23 mil inscritos e um número bem menor de cidades e escolas. Dos 22 estados que realizaram a Olimpíada de Química, Pernambuco foi o que obteve maior adesão.

A presidente do Conselho regional de Química 1ª região, Ana Paula Paim, parabenizou alunos, pais, organizadores e apoiadores da OPEQ e, ainda, frisou a importância da olimpíada para ajudar estudantes e professores a se engajarem. “Vemos que em um momento tão difícil de pandemia vocês conseguiram dar continuidade a este projeto tão importante e necessário. E vejo que vidas estão sendo mudadas a partir disso”, afirmou.

A coordenadora da OPEQ, Maria José de Filgueiras, afirmou que o bom resultado do estado é reflexo do trabalho conjunto de alunos, professores, diretores, coordenadores e Secretaria de Educação e Esportes.  “Aos que participaram e não conquistaram medalhas ou menção honrosa, não se sintam diminuídos, porque o objetivo das olimpíadas é despertar o interesse pelas Ciências e descobrir talentos. E participando vocês vão perceber vocações que nem conhecem. Por isso participar é muito importante”, ressaltou.

O coordenador do Programa Nacional das Olimpíadas de Química, Sérgio Melo, reiterou as palavras da colega e destacou o carinho especial pela OBQ Jr., que é direcionada aos alunos do 6º ao 9º ano, permitindo a inserção destes jovens no mundo olímpico mais cedo.  “Este certame tem demonstrado que os estudantes que iniciam ali alcançam as posições mais elevadas, não só no âmbito das olimpíadas, mas na vida profissional. Todas elas consistem num desafio, independente da etapa que se participa. Mas quanto antes ele começa e vai vendo como funciona, mais gosto ele vai pegando”.

Outro ponto reforçado por Melo era a representatividade e participação das meninas. De acordo com ele, após criação de uma premiação direcionada a elas, o número tem crescido. Estes dados também são refletidos no caso específico de Pernambuco, afinal as mulheres são quase metade dos medalhistas, somando 47. São elas, por exemplo, que levam as duas únicas medalhas de Ouro de escolas públicas na modalidade A: Maria Clara Alves, da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Agamenon Magalhães; e Mariana de Almeida, do Colégio de Aplicação da UFPE.

Para a presidente da Associação Brasileira de Química (ABQ), Silvana Calado, este é mais um motivo de orgulho, além do fato de poder participar de uma cerimônia que premia seus conterrâneos. “A ABQ abraçou as olimpíadas desde o começo porque se enxergou que seria uma forma de levar a Ciência para os estudantes e mudar vidas. É um trabalho muito prazeroso para nós, químicos e professores”.

Silvana também lembrou o trabalho do professor Antônio Carlos Pavão que, há 25 anos, levou às olimpíadas para Pernambuco. Segundo ela, mesmo com pouco recurso disponível, o professor iniciou esse projeto.

Medalhistas e ex-medalhistas contaram suas experiências nas olimpíadas e emocionaram quem assistiu à live. Uma delas foi Ana Letícia Pereira, medalhista na OPEQ e com prêmios em outras olimpíadas, de várias áreas de conhecimento. Atualmente ela cursa medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e relatou a importância das olimpíadas em sua trajetória. “A educação é uma forma de transformar vidas. Se você estuda numa cidade pequena como a minha, ao ser a primeira pessoa a ser medalhista em uma olimpíada, isso vai mostrar que existem possibilidades para todos ali. E muito mais importante do que uma medalha são os momentos de descoberta. Você olha para as equações Químicas e descobre que não são apenas uma porção de letras, passa a entender melhor como o mundo funciona. É um conhecimento que nunca se perde”, finalizou.

A live pode ser conferida no canal oficial do Espaço Ciência no YouTube.