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Olimpíada Brasileira de Química anuncia medalhistas

A organização da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) anunciou, no último final de semana, os nomes e notas dos vencedores da VI fase da OBQ 2020. Vinícius da Silveira Lanza, Marina Malta Nogueira, Cassia Caroline Aguiar e Hana Gabriela Albuquerque foram os quatro primeiros colocados. Eles representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Química. Organizada no Japão, a prova será realizada de forma remota e está prevista para ocorrer na última semana de julho. Os vencedores da OBQ 2020 também disputarão a Olimpíada Ibero-americana de Química, prevista para setembro.

A amazonense Hana tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio em Fortaleza (CE). A estudante está exultante pelo excelente resultado. “É uma sensação difícil de descrever, pois me dediquei bastante para atingir este objetivo, me mudei de cidade para estudar e agora ver que deu certo é realmente muito bom”.

Mas esta não é a primeira medalha que a jovem conquista. Em 2018, ela ficou com a prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). E, desde que conheceu a OBQ, decidiu que a medalha era a sua meta, já que no 9º ano passou a gostar muito de Química. “Quanto mais eu estudava e conhecia a Química, mais eu queria aprender. Passei pelas etapas estaduais e nacionais sempre pensando em vivenciar ao máximo esta experiência, que é única”.

Outra vencedora é a pernambucana Marina Malta, que também tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio. Assim como Hana, Marina também saiu do estado de origem para estudar no Ceará. Apesar do resultado alcançado, ela parece não acreditar que é uma das melhores da Química no Brasil. “Sei que é um resultado fruto de estudo e esforço, mas ainda é difícil acreditar que meu nome está lá. É uma sensação indescritível, ainda busco palavras para expressar a felicidade que sinto”.

Para a Olimpíada Internacional de Química, a expectativa é grande. Hana afirma que deu o seu melhor na preparação. “É um mar desconhecido, até porque o ano passado teve prova remota pela primeira vez. E tem o fato de não haver a prova experimental também, o que torna um pouco diferente, mais carregado para o teórico. Mas a expectativa é grande de qualquer forma”, diz ela, entusiasmada.

Marina se diz um tanto quanto desapontada com o fato de a prova ser online, o que não tira o brilhantismo deste momento. “Seria legal ter a chance de conhecer um novo lugar ou pessoas de outros países. Mas estou muito entusiasmada e ansiosa, pois minha principal motivação sempre foi o amor pela Química, querer aprender mais e me desafiar a testar meus limites. Vou dar tudo de mim”, pontua.

Saiba mais sobre a OBQ e a Olimpíada Internacional

A Olimpíada Brasileira de Química é um evento de cunho competitivo para estudantes do ensino médio e tecnológico. Tem como objetivos gerais descobrir jovens com talento e aptidões para o estudo da Química, e incentivá-los a se tornarem futuros profissionais da área. Além disso, incentiva na população jovem o interesse para o estudo desta Ciência, permitindo aos estudantes aplicar seus conhecimentos e suas habilidades em um espírito olímpico. Os vencedores são indicados para participar da Olimpíada Internacional de Química, criada em 1968, na Checoslováquia.

Essa competição reúne a cada ano, no mês de julho, aproximadamente 320 estudantes de 80 diferentes nações. Cada país pode competir com o máximo de quatro estudantes não-universitários, com idade inferior a 20 anos.

As provas aplicadas são elaboradas por um júri internacional formado por mentores (membros das delegações) e especialistas do país organizador. Ao final do evento, os mais destacados estudantes recebem prêmios que consistem em medalhas de ouro, prata e bronze. O Brasil iniciou sua participação, como observador, neste evento, em 1997.

Confira os vencedores da OBQ 2020: http://bit.ly/obq-fasevi