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Novo presidente do conselho sergipano aposta na fiscalização e quer CRQ VIII “no coração dos profissionais”

Recém-eleito presidente do Conselho Regional de Química da 8ª Região (CRQ VIII – Sergipe), Roberto Rodrigues de Souza chama atenção pela tranquilidade com que encara o desafio. Sua fala calma, porém, expõe um gestor que tem uma ideia clara do que quer para os químicos sergipanos: foco na fiscalização, mas com um viés que ele considera “humanista”, ou seja, voltado para a orientação e para a pedagogia. “Proteger os empregos dos profissionais da Química”, ele acrescenta.

Rodrigues de Souza possui uma vida dedicada ao ensino. Ele é dono de um currículo vasto, sendo graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Licenciatura em Química (UFS), mestrado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorado em Engenharia Química (Unicamp). Possui pós-doutorado no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa e estudos adicionais da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

A história do novo presidente com o CRQ sergipano vem desde meados dos anos 80. Ainda em 1987, como técnico em Química, ele se registrou no conselho profissional. Desde 1998, ele ocupa uma posição de conselheiro regional. É também figura frequente nas comissões, especialmente de orçamento, e na diretoria.

“Eu tenho um bom conhecimento da realidade do CRQ VIII, venho me ambientando em relação a alguns problemas. Já identificamos alguns pontos a serem melhorados. Vimos a questão do nosso banco de dados, nosso contato com os profissionais precisa ser melhorado”, afirma.

Ampliar diálogo com a sociedade pelas redes sociais entre os objetivos

O novo presidente também é um entusiasta da comunicação social e espera ver o CRQ VIII presente nas redes sociais, especialmente com conteúdo local. Na lista de prioridades de Rodrigues de Souza está também a melhoria da fiscalização. Ele lembra que o CRQ sergipano agora conta com um veículo novo para as vistorias, obtido por meio do programa de Auxílios e Doações do CFQ. Uma ambição, afirma, é conquistar uma nova sede com a colaboração do CFQ.

“A nossa ideia é estar no coração dos profissionais”, afirma.

“Fiscalização é o mote da nossa gestão para evitar exercício ilegal da profissão, mas primeiro se registra, se adverte, se penaliza. Nada de penalização no início. A fiscalização é humana”.

Sobre a fiscalização, o novo presidente aponta suas pretensões do ponto de vista estrutural.

“A ideia é que a gente tenha mais um fiscal, mas isso não é um foco. Trabalharemos a integração com os setores, a Anvisa, a Policia Federal, na ideia de reagir ao uso inadequado de produtos químicos, por exemplo. Órgãos estaduais e federais entrarão nessa parceria de atuação, orientando as empresas. Outra frente que pretendemos avançar é na oferta de atualização para os nossos profissionais, na parceria com as instituições de ensino”, assinala.

Rodrigues de Souza tem boas expectativas quanto à parceria com o CFQ. Ele avalia que o conselho federal tem um papel de destaque ao coordenar as ações do Sistema CFQ/CRQs.

“Vejo no CFQ alguém que orienta dos estaduais, e creio que vem atuando bem. Há parcerias interessantes em curso, estamos aderindo”, destaca, para concluir:

“Nosso lema é que a luta não para, recomeça a cada dia. O Conselho Regional do Sergipe tem de estar cada vez mais forte e integrado ao CFQ, que é nosso pai”.