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Na Fase V da OBQ, 15 alunos fazem curso de aprofundamento com professores da USP

Em mais uma etapa da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), 15 estudantes seguem no processo e estão fazendo um Curso de Aprofundamento e Excelência em Química. As aulas são ministradas por professores do curso de pós-graduação em Química da Universidade de São Paulo (USP) entre os dias 19 e 24 de abril. O curso serve para ampliar o conhecimento dos alunos e prepará-los para os exames internacionais.

O CFQ conversou com alguns dos alunos de melhor desempenho na fase anterior. Todos estão no terceiro ano do Ensino Médio e têm 17 anos. Três representam o Ceará e um, São Paulo. Um deles é Marina Malta. Ela destaca que esta fase da OBQ é uma experiência está sendo maravilhosa.

“É incrível ter contato com professores tão capacitados, que podem tirar dúvidas que não seriam discutidas em um contexto de sala de aula regular. As discussões são ricas e é animador ver os alunos se posicionando com os professores. Conhecer especialistas de diversas áreas está sendo enriquecedor e com certeza me sinto muito mais motivada a seguir o caminho da pesquisa científica. Conhecer pessoas de diversos lugares do Brasil que se interessam tão profundamente pela Química da mesma maneira que eu é emocionante”.

Para Vinícius Avelar, as aulas com professores da USP têm um nível mais do que enriquecedor. “Todas as aulas estão sendo ótimas devido ao alto nível de conhecimento tanto dos professores quanto dos estudantes que chegaram a essa etapa. Sempre há debates muito interessantes e trocas mútuas de conhecimento entre todos, que enriquecem ainda mais toda a experiência”, conta.

Quant o à preparação para o OBQ de uma forma geral, a estudante Cássia Caroline Aguiar conta que seu o tempo está integralmente destinado à preparação para a próxima etapa da olimpíada.

“Muita dedicação é necessária para conseguir fazer parte da equipe brasileira que representará o nosso país nas olimpíadas internacionais”, afirma a estudante.

Ela considera que a Química Orgânica compõe uma parcela considerável das próximas provas, além de ser, a seu ver, um conteúdo bastante complicado e que merece muita atenção.

Marina está de acordo com Cássia quando o assunto é a parte do conteúdo que merece mais estudo.

“Acho que tudo que caiu no preparatório merece atenção, mas algo que pede cuidado além do normal é Química Orgânica. É impressionante a quantidade de trabalho que você tem que dedicar e diferentes capítulos que tem que ler que pode ser resumida em apenas uma questãozinha”, comenta.

Quanto à Olimpíada Internacional, Marina se diz um pouco desapontada com o fato de a prova ser realizada de forma online. Mas nada que mude a empolgação com o desafio que tem pela frente:

“Queria poder ter a chance de conhecer um novo lugar ou pessoas de outros países. Mas ainda assim estou muito entusiasmada e ansiosa pois minha principal motivação sempre foi o amor pela Química, querer aprender mais e me desafiar a testar meus limites. Espero conseguir me classificar para essa prova e, caso isso ocorra, vou dar tudo de mim para aquele pedaço de papel!”.

Para Lucas Takay, representante de São Paulo, todo o conteúdo estudado vai além de uma preparação para a competição. Ele comemora as descobertas e acredita que a Química permanecerá em sua vida e na vida por muito tempo e que tem o poder se mudar muita coisa.   “Na sociedade contemporânea acho que a Química Verde oferece muitas possibilidades diante de um oceano de incertezas ambientais e ecológicas. É de suma importância que voltemos a nossa atenção para o desenvolvimento sustentável. A Química Verde fornece uma direção certa para a construção de um mundo melhor e merece maior atenção e investimentos pela sua enorme relevância”, acrescenta.

O exame final da Olimpíada Brasileira de Química 2021 será realizado no dia 22 ou 23 de maio. Desta prova saem os classificados que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Química, prevista para acontecer no dia 28 de julho, em Osaka (Japão).

Etapas da OBQ

A OBQ é composta por duas etapas, cada uma dividida em três fases. A primeira etapa tem a fase I, organizada pela escola do aluno, a II, denominada de Olimpíada Estadual, e a fase III, correspondente à prova teórica em nível nacional. A segunda etapa tem a fase IV, que correspondente a uma prova teórico-prática, de onde saem 15 candidatos. A fase V, que é a atual, é denominada de Curso de Aprofundamento e Excelência em Química. E a próxima será a fase correspondente à prova de seleção da comitiva que representará o Brasil nas Olimpíadas Internacionais.

Desde 1968, a International Chemistry Olympiad, IChO, reúne, a cada ano, no mês de julho, aproximadamente 320 estudantes de 80 diferentes nações. Cada país pode competir com o máximo de 4 estudantes não-universitários, com idade inferior a 20 anos, que são submetidos a exames teóricos e práticos durante o evento.