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Inovação tecnológica amplia e renova o campo da Química

A inovação tecnológica e as ferramentas dela provenientes são uma constante fonte de renovação na área da Química. É por meio delas que são possíveis as melhorias e invenções de processos e produtos. Por isso, o Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV) promoveu uma live na noite de terça-feira (6) para tratar do assunto.

As palestrantes foram a doutora em Ciências Moleculares Cristina Quintella, e a técnica química, farmacêutica e mestre em toxicologia de alimentos Renata Cerqueira. A mediação ficou por conta de Juliana Rodrigues Pena de Carvalho, que atua na Gerência de Fiscalização do CRQ 4ª região. As especialistas mostraram como é possível aplicar as ferramentas e se tornar um profissional atualizado perante o mercado global.

Atuante na indústria química e alimentos há 23 anos e entusiasta da inovação nesta área, Renata explicou os diferentes tipos de inovação e explicou a necessidade de estudar e entender o assunto antes de começar. Cristina acrescentou que procurar entender bem o assunto é o primeiro passo. “Cada um de nós temos ideias incríveis. Mas como gerar renda, sustentar a família, fazer coisas legais a partir disso? Eu não entendia porque as ideias que eu tinha não viravam patentes. Daí tive de estudar, aprender e entender como funciona este processo”.

Juliana ressaltou que é fundamental para os químicos entender o processo e estudar o assunto, pois a área oferece inúmeras possibilidades. Cristina concordou e disse que é preciso entender como é o tipo de propriedade industrial e intelectual e o modelo de negócios para o qual se deseja trazer a inovação. “A pessoa precisa saber o que é uma patente, a partir da ideia que ela teve compreender o que seria ou não possível patentear, o que é uma patente de invenção, modelo de utilidade, quais são as regras, quando se assina um contrato que direitos e deveres se têm… Enfim, é começar do zero mesmo”. Inventora de mais de 42 patentes nacionais e internacionais, Cristina explicou como funcionam as patentes e apresentou um histórico que detalha o processo de inovação.

Indagada sobre as carreiras no campo da Química que estão mais ligadas à inovação, Renata explicou que é possível inovar em qualquer área da Química. “É possível inovar em alimentos, plásticos, serviços… O que vejo como educadora é que devemos proporcionar conhecimento, trazer disciplinas como o empreendedorismo e inovação para os estudantes. Se fala muito sobre o assunto mas é necessário que haja mais conhecimento e se crie uma mentalidade”, afirmou. Ela acrescentou que a inovação gera risco e que quem se dispõe a inovar precisa estar a par disso. “Não vai ser na sua primeira patente que será gerada uma inovação, é um caminho a ser percorrido”.

Cristina corroborou e explicou que é necessário aprender as bases da inovação e ter em mente que a maturidade tecnológica é uma escada. “É muito comum que entre 500 patentes apenas uma chegue de fato ao mercado. E quem trabalha com inovação precisa estar preparado para isso. Para estudar, tentar, empreender e começar de novo sempre”, finalizou.