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Higiene e segurança dos alimentos em discussão em live promovida pelo CRQ IV

Evento discutiu condutas de higienização para a produção industrial segura

O Conselho Regional de Química 4ª região (CRQ IV), de São Paulo, promoveu uma live na noite da quinta-feira (22/04) para discutir o cumprimento das boas práticas de fabricação e os procedimentos necessários de higienização dos alimentos em indústrias. O objetivo é reforçar a segurança dos alimentos e ressaltar a importância da realização dos procedimentos de forma consciente, com a aplicação dos produtos adequados e atenção aos resíduos gerados, além de fornecer instruções sobre a forma correta de usar os produtos químicos para garantir maior eficiência.

O evento online teve como mediadora a conselheira Andrea Mariano. Os palestrantes foram o químico, gerente Técnico da Thech Desinfecção e pesquisador com atuação em Grupos de Pesquisa em controle microbiológico e saneantes, Assesio Fachini Junior; a doutoranda em Ciências dos Alimentos com foco em Microbiologia de Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP), Daniele Faria; e a mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela (USP), Jacqueline Gerage.

Assesio falou sobre o uso de saneantes e a ação gerada sobre os resíduos da produção dos alimentos. Ele detalhou que, neste campo de atuação, é possível para o profissional da Química trabalhar com diferentes mercados e segmentos. “Fui me aprofundando na utilização de saneantes e suas aplicações, principalmente no controle microbiobólgico. É uma área, obviamente, referente à Biologia, mas que tem esta interface com a Química por causa das moléculas bioquímicas que são produzidas, além da própria ação das moléculas químicas que precisam agir sobre estes microorganismos para que possamos ter um processo de controle microbiológico”.

De uma forma mais detalhada, ele expôs aos participantes da live fundamentos básicos de microbiologia, métodos de controle sanitário, desinfecção química de processos industriais, controle de pragas e uso de desinfetantes.

Segundo Jackeline, a pandemia ampliou a visão das pessoas com relação à necessidade de higienização dos alimentos e isso as levou a buscar mais informações sobre o assunto. Ela explicou que, quando se fala em higienização, o processo deve obedecer alguns critérios para garantir a segurança do ambiente e dos alimentos, já que é possível encontrar alguns contaminantes nos locais de preparo.

Danielle complementou a fala explicando que os perigos podem ser físicos – como um caco de vidro ou uma pedra dentro do alimento- até itens que ofereçam possibilidade de proliferação de microorganismos, como os desinfetantes usados nas instalações, resíduos, alergênicos, ferimentos, fezes, pragas e até animais domésticos.

“Todos estes fatores podem ser os causadores de enfermidades, se a pessoa ingere um alimento com microrganismos. E as doenças de origem alimentar podem causar vômitos, indisposição, febre e até casos muito mais graves. Um exemplo é a salmonela”, detalha.

Ela destaca que os principais fatores que envolvem a higienização envolvem o tempo que deve ser empregado para isso, os produtos que precisam ser adequados aos alimentos que a empresa produz, as temperaturas que cada processo requer, e a força mecânica (com o uso de escovas ou outros utensílios).

“Cada empresa tem seu método próprio para fazer a higienização. Mas outro ponto crucial é pensar nas pessoas que vão aplicar estes métodos. Elas também precisam ser capacitadas, estar a par destes fatores microbiológicos e saber quanto tempo e de que forma os produtos precisam ser usados para fazerem o efeito desejado”.