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Estudante brasileira de Química participa do programa “1000 Girls, 1000 Futures”

Na pandemia da Covid-19, a aluna do curso técnico de Química Rafaela Julien Nienow, de 16 anos, tem se dedicado mais aos estudos. Ela participa do programa norte-americano 1000 Girls, 1000 Futures, da Academia de Ciências de Nova York. A iniciativa é voltada para meninas interessadas em áreas relacionadas às Ciências Exatas.

“Eu descobri o programa por meio da plataforma InspiraSonho, em julho do ano passado, enquanto procurava uma atividade extracurricular durante os estudos na pandemia. Quando percebi que as aulas presenciais não iriam voltar, fui atrás de chances para me conectar com assuntos relacionados à Ciência. E o programa conseguiu me mostrar oportunidades fora e dentro da escola”, conta a jovem.

Rafaela, que cursa o segundo ano do ensino médio na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, na cidade de Novo Hamburgo (RS), recebeu a notícia que foi aceita no programa em setembro de 2020. O programa terminará em junho deste ano, com a apresentação de um projeto final com os assuntos aprendidos ao longo do curso.

“Nos dias 20 e 21 de julho, teremos a reunião anual [versão virtual] da ‘Global STEM Alliance Summit’ [evento da Aliança Global de STEM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics], onde teremos contato com os diretores da Academia, professores e todas as alunas”, comenta.

Paralelamente às atividades do evento, a estudante gaúcha participa de uma pesquisa acadêmica sobre causas externas para o câncer de pulmão, como fatores ambientais, socioeconômicos, de estilos de vida, entre outros. “Esta ideia surgiu quando uma estudante dos Estados Unidos publicou no nosso fórum o projeto de pesquisa, dizendo que estava procurando parcerias. Então, resolvi me candidatar para ajudar”, explica.

O grupo de pesquisa é composto por quatro jovens: a brasileira, duas americanas e uma de Cingapura. “A ideia sobre o câncer de pulmão surgiu quando estávamos procurando os tipos de câncer que mais afetam pessoas nestes três países”.

De acordo com a estudante, o principal foco da pesquisa é a comparação de fatores externos que contribuem para o início do câncer de pulmão. Cada integrante da equipe é responsável por pesquisar dados de seu país de origem, focando no maior contribuidor para a doença. “Porém, os fatores mais discutidos entre nós são a poluição e a desigualdade social”.

Química e oportunidades

Rafaela ainda não definiu que carreira seguirá, mas confessa que pretende escolher uma profissão dentro da Ciência. “Sonho em ser pesquisadora, trabalhar em laboratórios. Sou fascinada pela Ciência. Desde o 7º ano, tinha certeza que queria ingressar na Fundação Liberato. Prestei a prova e passei. Meus pais não me influenciaram na escolha. Desde que entrei na fundação, muitas portas se abriram para mim. Adoro a Química pelas diversas oportunidades da área e por me dar um rumo”, ressalta.

1000 Girls, 1000 Futures

O programa é de mentoria internacional, promovido pela Academia de Ciências de Nova York (NYAS), voltado para meninas interessadas em áreas relacionadas à STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

São selecionadas 1.000 meninas em todo o mundo para ter acesso a uma mentoria com uma cientista e/ou engenheira, que vai incluir preparação para a faculdade, liderança, comunicação e pensamento crítico, além de ter direito a um ano como membro da NYAS.

Podem se inscrever meninas que estejam no ensino fundamental II ou médio (entre 13 e 17 anos) ou, como mentoras, mulheres que estejam trabalhando em áreas relacionadas à STEM, nos mais diversos setores.