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Espectroscopia e a Cromatografia Gasosa foram temas de live do CRQ IV

O Conselho Regional da 4ª Região (CRQ IV) apresentou em live, na última quinta-feira (20), duas técnicas de identificação de substâncias e suas aplicabilidades dentro da Química Analítica: a Espectroscopia e a Cromatografia.

A live foi transmitida pelo canal do CRQ IV no YouTube. Para falar sobre as técnicas, foram convidadas as profissionais químicas Janaína Gomes, Luciana Terra e Kerley Victorino Romão.

Primeiramente, foi apresentada a Espectrometria, que é o estudo da interação de uma radiação com a matéria no espectro eletromagnético.

Com 20 anos de experiência em técnicas espectroscópicas e mais de sete anos no ensino da Química, Janaína Gomes explicou, inicialmente, os tipos de radiações conhecidas: raios X, ultravioleta, radiação visível (sensível ao olho humano), infravermelha, micro-ondas e de rádio.

“Quando utilizamos uma dessas radiações para interagir com a matéria, obtemos algumas informações importantes sobre o objeto analisado”, expressou a doutora em Ciências com ênfase em Química pela Universidade de São Paulo com sanduíche na Université Claude Bernard Lyon I na França. Ela também é especialista de produto de Espectroscopia Molecular e Raman.

De acordo com ela, a técnica do infravermelho é capaz de produzir um espectro que revela as ligações químicas e grupos funcionais presentes na amostra. “Identificamos substâncias químicas como se fossem impressões digitais”, diz a analista. 

Janaína discorreu sobre o equipamento FTIR Cary 630, muito utilizado em laboratórios e nas investigações forenses. O aparelho é compacto, portátil, fácil para o trabalho em campo e analisa substâncias tanto sólidas como líquidas. A identificação é feita no próprio equipamento.

“A espectroscopia (infravermelha) nas análises forenses é denominada de classe A. Ela reduz a necessidade de mais duas análises para elaborar um laudo, por exemplo.”

Técnica ao vivo

A Química e cientista de aplicação em Espectroscopia Molecular e Raman Luciana Terra fez uma demonstração em tempo real do funcionamento do aparelho de Espectroscopia. Uma amostra de medicamento (comprimido) foi colocada sob a superfície de cristal de diamante do equipamento, que coleta as informações. Em questão de segundos, o equipamento produziu os dados sobre as substâncias químicas presentes no comprimido.

Cromatografia Gasosa

Última palestrante da live, a química Kerley Victorino Romão falou sobre os Fundamentos Básicos da Cromatografia Gasosa. Ela é professora da Faculdade de Tecnologia do Senai – unidade Mario Amato -, onde ministra aulas nos cursos de graduação em Tecnologia de Polímeros e pós-graduação em Engenharia de Polímeros. 

A Cromatografia é usada para controle de qualidade e investigações em geral, forenses e de substâncias tóxicas e ilícitas. É uma técnica analítica de separação de misturas, na qual se utiliza o método físico-químico com duas fases (estacionária e móvel).

“A técnica visa separar, identificar e quantificar as amostras. A Cromatografia é utilizada em análises ambientais (poluentes no solo e água), de alimentos, na indústria farmoquímica (controle de qualidade) e em análises forenses (drogas e material humano)”, contou a pesquisadora. 

O equipamento é composto por um cilindro contendo gás de arraste (gases puros de hidrogênio, hélio, argônio ou nitrogênio e de inércia química), um sistema de injeção da amostra, uma coluna cromatográfica, detectores (condutividade térmica, ionização de chamas, captura de elétrons, nitrogênio-fósforo, enxofre-fósforo, e de massas), um registrador de dados e um computador.

Assista abaixo à live completa sobre a Espectroscopia de Infravermelho e a Cromatografia.

https://www.youtube.com/watch?v=MGgyDtTGU0k