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Conselheiro do CRQ do Maranhão pleiteia vacinação para estudantes pesquisadores

O conselheiro regional de Química da 11ª Região (CRQ XI – Maranhão), Rogério de Mesquita Teles, que é também Pró-reitor de Pesquisa, pós-graduação e Inovação do Instituto Federal do Maranhão, encaminhou solicitação ao secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Maranhão, Davi Telles, um pedido para que os estudantes pesquisadores e de pós-graduação das instituições de ensino maranhenses sejam incluídos no programa de vacinação contra a Covid-19.

No pedido, o conselheiro regional argumenta que “se tratar de um público com poucas pessoas” e que sua especificidade e “sua necessidade de cumprimento de prazos para apresentação de seus resultados, relatórios e defesas estipulados pelas agências de fomento – Capes, CNPq, Fapema ou IFMA” os obriga a manter as atividades presenciais.

Expectativa de resposta positiva à demanda

Teles afirma que o secretário prometeu levar a questão à Secretaria de Saúde do Maranhão e que há expectativa de uma reforma positiva à demanda. Ele pondera que, apesar de o número total de pessoas não ser expressivo no cômputo do Estado, o benefício à pesquisa seria muito grande.

“No Maranhão há muitos pesquisadores. Só no Instituto Federal do Maranhão nós temos mais de 2 mil professores pesquisadores, cada um deles com vários alunos. Somando alunos e professores do IFMA, universidades e institutos, são milhares de pesquisadores. A pesquisa tem uma dinâmica própria muitas precisam ser presenciais, muitos pesquisadores têm metas, com prazo para defender dissertações e teses. A Capes não perdoa, deu prorrogação de três meses, mas foi só”, acrescenta.

Ele lembra que a gestão de pesquisa é um objeto sensível e que não há margem de manobra em muitos dos casos.

“O fato de pesquisadores terem prazos produz uma série de especificidades. Tem pesquisas que não podem parar sob pena de se perder tudo que se pesquisou ao longo de meses, anos… Não se pode interromper. Tem outras em que os pesquisadores têm que buscar novas pesquisas, projetos, fomentos… Não se pode aceitar que a ciência pare”, completa.

O conselheiro comenta que, embora a iniciativa de encaminhar o pedido ao governo do Maranhão não tenha sido amplamente divulgada, já existe grande expectativa no meio acadêmico do Estado.

“Apesar de não termos divulgado, apenas enviado o oficio, isso teve uma grande repercussão. Estudantes e gestores têm me procurado por retorno dessa questão”, assinala Teles.