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Climatização de ambientes foi tema de live do CRQ IV

Um ambiente bem climatizado é o desejo de muita gente. Porém, a climatização de ambientes exige uma série de ações para garantir que o sistema opere com eficiência e não seja foco de contaminação. Para explicar sobre a importância do tratamento de água na performance energética do sistema Avac-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração), o Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV) promoveu, nesta segunda-feira (28), uma live no seu canal no YouTube. 

Para o evento online, foram convidados o químico Charles Domingues, especialista em Engenharia Ambiental, e fundador e presidente do Departamento Nacional de Tratamento de Água (DNTA) da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar- Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Além do químico industrial Sérgio Belleza, que atua no mercado de tratamento de águas industriais desde 1988. Para completar, Wagner de Miranda Pedroso, que é engenheiro químico Pleno, Mestre em Processos Químicos, membro da Câmara Técnica de Meio Ambiente do CRQ IV e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão de Resíduos Sólidos e Gestão Ambiental do SENAC-São Paulo.

“O que você espera de um ar-condicionado? Provavelmente, a resposta será que ele resfrie o ambiente”, indagou Charles Domingues. 

O profissional explicou que para refrigerar um ambiente são necessários cuidados com relação à manutenção e ao tratamento da água que refrigera o sistema. Essas medidas também estão relacionadas à saúde das pessoas.Primeiro, é preciso fazer a conservação do equipamento para evitar a corrosão, o que também garante a eficiência energética (economia de energia).

Um sistema de ar-condicionado, em contrafluxo com a entrada de água, está sujeito a contaminações com bactérias e fungos. Portanto, deve-se levar em conta que o seu projeto tenha sido bem executado, afirma o dirigente da Abrava.

Para o químico industrial, Sérgio Belleza, um bom tratamento de água torna o processo sustentável e energeticamente eficiente. 

Apesar de não ser o foco da live, uma questão levantada foi sobre a proliferação da bactéria Legionella em torres de refrigeração: “A solução para mitigar o risco da bactéria é procurar um especialista em análise de risco”, justificou Domingues.  

Outra questão abordada foi sobre o reuso da água. Para os convidados, o reaproveitamento é uma condição que deve e vai acontecer ao longo dos anos. 

O membro da Câmara Técnica de Meio Ambiente do CRQ IV, Wagner Pedroso, demonstrou preocupação com o descarte dos resíduos gerados no processo de refrigeração, como o caso das bombonas com os produtos químicos para o tratamento da água. “O cliente quando contrata um tratador de água pode herdar um passivo ambiental”, comentou Domingues. 

Ele também afirmou que os equipamentos atuais já são calibrados para uma certa quantidade de incrustações.  

Ao final do debate, mais um novo questionamento. Dessa vez, o tópico proposto foi em relação ao desligamento de grandes sistemas de refrigeração durante a pandemia, seja por terem fechado temporariamente ou pela redução de atividades.  Em resposta, os especialistas alertaram que o desligamento total desses sistemas pode acarretar prejuízos nos equipamentos, além de favorecer a proliferação de microorganismos.