CFQ promove palestra sobre bem-estar no trabalho
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Na véspera do Dia do Trabalho, celebrado anualmente no dia 1º de maio, o Conselho Federal de Química (CFQ) promoveu uma palestra sobre psicologia positiva para todos os seus colaboradores. A consultora em desenvolvimento humano, Lilian Palhares, trouxe orientações sobre bem-estar no ambiente corporativo.
Palhares ressaltou que reflexões pessoais sobre mentalidade e autoconhecimento podem refletir em maior produtividade e contentamento no local de trabalho. Para tanto, ela afirmou que uma habilidade essencial para os funcionários é a flexibilidade cognitiva.
“O termo refere-se a lidar com as mudanças e aceitar melhor o que acontece em nossas vidas, não ignorando o sofrimento e as dificuldades. As emoções negativas existem e são necessárias para nosso desenvolvimento”, explicou.
Sobre a ação, o gerente da Gestão Estratégica de Pessoas (GEPES) do CFQ, Leandro Vieira, reforçou que a promoção do bem-estar no trabalho é fundamental para o crescimento dos funcionários e da instituição. “A valorização de cada indivíduo e suas características únicas cria um ambiente saudável e flexível, com ênfase no bem-estar emocional. Incentivar a interação entre os colaboradores fortalece a sensação de pertencimento à equipe e os laços de respeito e colaboração”, destacou.

Para Aline Alves de Medeiros, analista de Tecnologia da Informação do CFQ, a palestra foi relevante para reforçar a necessidade do equilíbrio emocional e esclarecer como balancear os desafios do dia a dia com o trabalho. “Vejo aplicações práticas disso ao pensar sobre nossas forças, o autoconhecimento e naquilo que podemos melhorar e entender o próximo, e lidar com frustrações e opiniões diferentes”, ressaltou.
Mentalidade
Em sua apresentação, a consultora destacou ainda que é preciso estar atento ao tipo de mentalidade predominante para que o colaborador possa mudar seu comportamento. Ela esclareceu que o mindset ideal é o de crescimento, mas para algumas pessoas, o fixo pode ser mais constante.
“Temos que pensar no que fazer para facilitar a mudança. A mentalidade fixa acredita que a inteligência é algo nato, tem medo do fracasso, não termina o que começa e ignora avaliações e críticas. O interessante é estarmos atentos a isso para mudar nossa maneira de ser e termos mentalidade de crescimento”, afirmou.
Em contraposição, a mentalidade de crescimento é mais favorável ao enfrentamento de desafios, considera que o esforço é o caminho para a excelência e cria um ciclo virtuoso de resiliência. “É uma competência importante”, frisou.
Pessoal e profissional
Palhares também ressaltou a importância de separar a vida pessoal da profissional. “Isso é necessário para não criarmos situações que prejudiquem nossas atividades, mas nossa razão e emoção estão juntas. Temos que ter consciência de que precisamos manter o foco”, lembrou.

Segundo a consultora, esse foco só é alcançado quando os colaboradores têm consciência de sua condição em um momento específico da vida. Ao notar sinais de “murchamento”, como medo, insegurança, fragmentação, frustração, conflito, ansiedade, sentimento de impotência, falta de perspectiva, solidão e vazio, é preciso buscar ajuda.
Para ela, enfrentar esses sentimentos leva a um resultado de florescimento, que repercute no trabalho e na interação com os colegas. “As circunstâncias nós não conseguimos modificar, mas a forma como lidamos com elas, sim”, esclareceu. A partir dessa análise, é possível fortalecer o caráter, desenvolver potenciais e sentimentos de sentido de existência, transformação e contribuição social.
“Pensar sobre esses indicadores no ambiente de trabalho pode ajudar a equipe a produzir indicadores de florescimento, e assim levar à motivação mútua, com mais produtividade e ambiente melhor”, concluiu.