CFQ destaca responsabilidade técnica e governança na cadeia de controle de pragas durante a 15ª Expoprag

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Presença da autarquia no encontro que celebra 30 anos do setor reforça o papel do Profissional da Química na segurança química e sanitária, na conformidade regulatória e na mitigação de riscos. 

 

 

Crédito: Marina Gadelha/Agência INpacto

O Sistema CFQ/CRQs marcou presença na abertura da 15ª edição da Expoprag, realizada na capital paulista. Considerado o principal encontro do setor de controle de vetores e pragas urbanas da América Latina, o evento celebra 30 anos de realização. 

 A participação do Sistema tem como objetivo reforçar a importância da governança técnica, da conformidade regulatória e da segurança química e sanitária em todas as etapas da cadeia produtiva, desde a pesquisa e o desenvolvimento de substâncias ativas e formulações até a aplicação em campo e a destinação adequada de resíduos químicos. A atuação contribui para fortalecer a proteção da saúde pública e ampliar a segurança jurídica do setor. 

 Durante a cerimônia de abertura, o 2º vice-presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), Wilson Botter Júnior, destacou o papel essencial da ciência e da atuação técnica especializada no segmento.  “Falar de controle de pragas é falar de Química em toda a sua extensão: desde a pesquisa de moléculas até o descarte final de resíduos. A responsabilidade técnica dos profissionais da Química é o pilar que assegura eficiência operacional, sustentabilidade e a efetiva proteção da sociedade brasileira”, afirmou. 

Contexto de mercado e exigências de biossegurança 

O mercado de controle de vetores e pragas urbanas movimenta uma cadeia complexa que integra pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas, indústria de saneantes e prestação de serviços especializados. Com a intensificação dos requisitos de segurança química, sanitária e ocupacional e a consolidação de métricas ESG (ambiental, social e governança), o setor passa por um processo de profissionalização que exige rigor científico para mitigar riscos operacionais em ambientes críticos, como hospitais, indústrias de alimentos, centros logísticos e condomínios corporativos.  

A presença técnica do órgão regulador da profissão no evento busca evidenciar que o controle de pragas transcende a simples aplicação de produtos: demanda avaliação criteriosa de riscos, cálculo de diluições e taxas de aplicação e cumprimento estrito de protocolos sanitários, ambientais e de segurança.  

Pilares estratégicos e segurança na cadeia produtiva 

A atuação dos profissionais da Química no segmento estrutura-se sobre quatro eixos fundamentais: 

  • Responsabilidade técnica qualificada: Supervisão especializada desde a seleção e especificação técnica dos produtos até os procedimentos operacionais de diluição e aplicação.  
  • Ciclo de vida e gestão de resíduos: Diretrizes técnicas para o gerenciamento e a destinação ambientalmente adequada de resíduos e embalagens, incluindo logística reversa quando aplicável.  
  • Fiscalização e conformidade: Atuação alinhada à Comissão de Orientação e Fiscalização Profissional (CFISC/CFQ)  para assegurar padrões éticos e sanitários nas operações.  
  • Capacitação contínua: Elevação contínua do patamar técnico dos operadores com base em evidências científicas e normas de segurança ocupacional. 

Referência regulatória internacional

O modelo regulatório brasileiro e a centralidade da responsabilidade técnica têm servido de referência para outros mercados da América Latina que buscam estruturar suas diretrizes sanitárias.    “A existência de um Conselho de Química atuante na fiscalização ética e na formulação de políticas de longo prazo eleva o nível técnico do setor. É um padrão que buscamos replicar na América Latina para estruturar o mercado com base em conhecimento e conformidade”, afirma o presidente do Instituto de Capacitações da Associação Chilena de Controle de Pragas,  Hernán Felipe Higuera,

Ao longo da programação técnica da 15ª Expoprag, o Sistema CFQ/CRQs seguirá com debates e palestras voltadas à conscientização regulatória das empresas prestadoras de serviço, reforçando a exigência de profissionais devidamente habilitados à frente das operações em âmbito nacional.