Campanha Agosto Lilás é apresentada durante a 712ª Reunião Plenária
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A iniciativa representa a adesão do Conselho ao movimento nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher

A campanha Agosto Lilás do Conselho Federal de Química (CFQ) foi apresentada nesta quarta-feira (19), durante a 712ª Reunião Plenária da autarquia, com a exibição de um vídeo aos conselheiros. A iniciativa representa a adesão do Conselho ao Agosto Lilás, movimento nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
Coordenada pelo Comitê da Mulher na Química do CFQ, a campanha prevê uma série de ações, entre elas a realização de uma live no dia 31 de agosto, a divulgação de materiais informativos e orientativos e a publicação de conteúdos nas plataformas digitais e no site oficial do Conselho.
A proposta é ampliar o debate sobre as diferentes formas de violência contra a mulher e contribuir para que situações de abuso sejam reconhecidas. A iniciativa também chama atenção para o fato de que o feminicídio representa a expressão extrema de um ciclo que pode envolver diferentes formas de violência.
Para a coordenadora do Comitê da Mulher na Química, Andrea Piluski, é fundamental que as mulheres conheçam e consigam identificar essas situações. “O feminicídio é a ponta final. O nosso objetivo é conscientizar as mulheres, fazer com que elas entendam quais são as formas de violência, seja moral, sexual, digital, e que elas estão submetidas a isso muitas vezes sem se dar conta de que pode acabar em um feminicídio”, afirmou.
Segundo Andrea, a campanha também representa uma oportunidade para ampliar a discussão sobre a violência contra a mulher em diferentes espaços, incluindo as famílias e os ambientes profissionais.
“O Agosto Lilás é um marco da conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Essa campanha é também para a gente olhar um pouco para dentro, para as nossas famílias, sobre essa questão da violência contra a mulher, que pode ser física, psicológica, moral, sexual, patrimonial e agora também digital”, explicou.
Romper o silêncio
A necessidade de reconhecer as diferentes formas de violência e romper o silêncio também foi destacada. Para Raquel Fiori, integrante do Comitê da Mulher na Química, a mobilização deve ultrapassar os limites do Sistema CFQ/CRQs e alcançar empresas, universidades e outras instituições, fortalecendo as redes de apoio às mulheres.
“É através das nossas palestras, dos nossos vídeos, das nossas conversas, e essas conversas serem levadas aos outros comitês aqui do nosso CFQ. É exatamente também incentivar as empresas, as universidades a colocarem dentro dos seus locais de trabalho uma ouvidoria ou uma assistência médica, uma assistência psicológica, para as mulheres que estão sofrendo isso, aos seus funcionários, aos seus servidores. Porque não adianta só falar: ‘mulher, não fica assim, bota pra cima, bota pra frente, vamos procurar alguma coisa’. Mas a empresa da qual ela faz parte, seja órgão público ou privado, também pode ajudar”, enfatizou.
A integrante do Comitê Renata Fagury destacou a importância de fortalecer as mulheres para que conheçam seus direitos e tenham condições de identificar e enfrentar situações de violência. “É importante dar para as mulheres mais uma força para que elas possam ter estrutura emocional, psicológica e, principalmente, empoderamento. A mulher empoderada vai ter mais força para combater. Ela vai conhecer não só os seus direitos, mas também ter coragem para atuar”, afirmou.
Renata também chamou atenção para situações de violência que podem ocorrer fora do ambiente familiar, inclusive nos espaços profissionais, e para novas formas de agressão, como a violência digital.
Feminicídio como emergência
Entre as diferentes formas de violência contra a mulher, o feminicídio representa uma das expressões mais graves. Para Lenilda Ferreira Costa, integrante do Comitê da Mulher na Química, colocar o tema em discussão é uma forma de dar visibilidade a uma realidade que exige atenção. “Entre as mais diversas formas de violência que a mulher sofre, como a digital e a moral, o que clama mais urgência nacional é o feminicídio. O nosso Comitê enxergou nisso uma forma de dar visibilidade a essa emergência”, destacou.
A campanha do CFQ busca, dessa forma, contribuir para a conscientização sobre as diferentes manifestações da violência contra a mulher e reforçar a importância da prevenção, da informação e do rompimento do silêncio.
Compromisso com as mulheres na Química
Após a apresentação da campanha, o 1º secretário do CFQ, Jonas Comin, parabenizou o Comitê pela iniciativa e destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre a participação feminina no Sistema CFQ/CRQs. “Vamos investir em levantamentos de dados, principalmente esse extrato de como está a presença feminina dentro do Sistema CFQ/CRQs.”, afirmou.