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Academia Brasileira de Ciências apresenta pesquisas

Os membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC) apresentaram suas contribuições para a Ciência em mais um simpósio realizado pela academia. Os integrantes são eleitos anualmente e apresentam suas contribuições em 12 simpósios ao longo do ano. Na tarde desta terça-feira (29), durante a “4ª Edição – Química de materiais e alimentos”, seis pesquisadores falaram sobre trabalhos voltados à Química na área dos alimentos e na segurança pública. 

O Simpósio foi coordenado pelo acadêmico Oswaldo Luiz Alves, professor da Unicamp e vice-presidente da ABC, na região de São Paulo. Os debatedores foram Brenno Amaro da Silveira Neto, da Universidade de Brasília (UnB), e Fernando de Carvalho da Silva, da Universidade Federal Fluminense (UFF).  

O professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Edson Cavalcanti da Silva falou sobre as modificações químicas de polissacarídeos para aplicações em diferentes áreas. Segundo ele, as vantagens de usar os polissacarídeos são inúmeras, mas algumas merecem destaque, como o fato de serem biodegradáveis, abundantes, não imunogênicos, terem propriedades farmacológicas e serem facilmente modificáveis. 

A busca por novas ferramentas de proteção contra uma guerra química foi o tópico abordado pela pesquisadora Elisa Souza Orth, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com a apresentação do tema “Agroquímicos e terrosrismo – estamos seguros?”, Elisa defendeu que monitorar o uso dos pesticidas é uma questão de segurança e saúde pública, e reafirmou a necessidade de se estudar mecanismos que garantam a neutralização de substâncias nocivas em casos de emergências, como acidentes ou atentados químicos.  

A professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Fernanda Roberta Marciano, falou sobre o desenvolvimento de revestimentos carbonosos com propriedades bactericidas,  antivirais e anticorrosivos. Conhecidos popularmente como filmes, os revestimentos são obtidos de forma química e têm aplicações diversas, como a desinfecção de talheres e instrumentos cirúrgicos, por exemplo.    

Já o acadêmico Giordano Poneti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe para a discussão o desenvolvimento de unidades de armazenamento de dados magnéticos de alta densidade, mais especificamente os novos interruptores moleculares magnéticos. Poneti apontou como vantagens das moléculas o fato de serem estruturas sem defeitos, o que oferece inúmeras possibilidades. 

A impressão 3D e como ela pode auxiliar na construção de sensores eletroquímicos para o controle de qualidade de alimentos foi o assunto apresentado por Rodrigo Alejandro Abarza Muñoz, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ele destacou as possibilidades de investigação usando a tecnologia de impressão 3D, além de citar vantagens e aplicabilidades no uso da tecnologia na área. 

Para encerrar, o docente da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Wanderson Romão, em sua palestra, expôs o desenvolvimento de métodos e produtos tecnológicos para segurança pública e alimentar. Ele explicou como métodos analíticos e drogas podem ser úteis na Química Forense. 

O encontro possibilitou, também, a realização de perguntas e debates, permitindo a discussão de temas como financiamento de pesquisas e a aplicação prática dos estudos científicos.