CRQ fluminense tem novo presidente: Harley Martins propõe simplificação e contato com profissionais
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No começo de agosto, o Conselho Regional de Química da Terceira Região (CRQ III – Rio de Janeiro) deu posse a seu novo presidente – o engenheiro químico Harley Moraes Martins. Motivado pelo novo desafio (seu mandato no CRQ fluminense irá até 2026), Martins aponta que sua trajetória de mais de 30 anos dentro do CRQ III é um trunfo para que ele possa desenvolver seus projetos dentro do Conselho Regional.
O novo presidente lembra que a Química entrou em sua vida em 1989, por meio do Curso Técnico em Química. Mais tarde, Martins trabalharia ainda em diversas empresas de projeção, entre elas, a Petrobras. Em seguida, o engenheiro químico perseguiria a qualificação em pós-graduações nas áreas de gestão, vigilância sanitária, qualidade em ambiente, saúde e segurança – culminando com mestrado e doutorado na área ambiental. A proximidade com o Sistema CFQ/CRQs ocorreu em paralelo, se intensificando ao longo do tempo.
“Eu tinha muito vivo em mim um interesse em retribuir à sociedade aquilo que o ensino público havia me dado. Eu entendi que contribuir com meu órgão de classe era uma forma de fazer isso. Eu já era líder estudantil. Fui presidente do centro acadêmico da Engenharia Química da UERJ e, nessa época, fui chamado por um ex-conselheiro que era meu professor lá”, relembra, explicando as circunstâncias de sua aproximação com o Sistema CFQ/CRQs.
Martins conta também que, ao longo dos 30 anos, sua imagem no mercado se confundia com a do conselho. Vários profissionais da Química do seu convívio reconhecem nele o referencial dentro do CRQ III:
“Ao longo do tempo as pessoas, os meus contatos da área, começaram a me vincular ao CRQ III. Independentemente de eu estar trabalhando em outros lugares, sempre me vinculavam ao CRQ III. Quando um profissional tinha um problema era comigo que conversava e eu me sentia obrigado a continuar no CRQ porque muitas vezes eu era o representante dessas pessoas.”
A avaliação geral de Martins sobre a atuação do CRQ III é boa – o que não impede que oportunidades de melhoria sejam identificadas. Na visão do novo presidente, entre as prioridades estão o combate à burocracia e a aproximação incansável com os profissionais da Química.
“Me esquivei muito dessa responsabilidade (de presidir o CRQ III) ao longo do tempo porque eu achava que não contaria com as ferramentas de gestão necessárias. O que hoje mais me angustia é que eu acredito numa gestão que seja menos burocrática, mais simplificada, mais voltada para o desempenho. Uma outra área é a de Ouvidoria. Mudança que a gente fez logo na entrada. Agora acredito que a gente consegue ter uma área bem estruturada de Ouvidoria, o que avaliamos que o CRQ III não tinha”, comentou o engenheiro químico.
Nos planos da nova gestão, Martins destaca o auxílio ao profissional da Química, com um olhar especial em termos de posicionamento no mercado laboral.
“Vejo no CRQ III um órgão que está tentando ajudar, promovendo cursos presenciais, híbridos, virtuais, gratuitos ou a custos reduzidos, para ajudar o profissional na recolocação ou mesmo em seu primeiro emprego. Eu acho que, apesar de não ser uma atribuição clara do conselho, ele pode exercer um papel de integração entre o profissional e a empresa, no que tem a ver com a empregabilidade”, salienta.
Na questão do combate ao desemprego no segmento, Martins é entusiasta de um projeto para que o CRQ III estabeleça uma espécie de banco de currículos que valorize ainda mais os profissionais da Química devidamente registrados.
“A gente não vai cadastrar currículo de um profissional que não esteja regularmente inscrito. Veja como a gente, em última análise, está protegendo também a sociedade. A empresa, ao buscar o profissional da área da química, ela está indo lá no CRQ e buscando um currículo adequado. Isso é interessante pelas duas vias, porque também aumenta o grau de interesse do profissional em se manter registrado e legalizado para fazer parte de um banco de dados privilegiado”, conclui.
Relação com os demais entes do Sistema CFQ/CRQs
Martins avalia que a atual gestão no Conselho Federal de Química (CFQ) trouxe grande evolução, seja nas relações internas, seja no suporte aos Conselhos Regionais. No caso específico do Estado do Rio de Janeiro, ele aponta a necessidade de melhorias na estrutura física do CRQ. A edificação atual, localizada nos arredores da Cinelândia, no centro do Rio, não mais atenderia às necessidades do Conselho. A expectativa dele é que uma solução possa ser obtida por meio do programa de apoio às atividades dos Regionais.
Quanto ao Colégio de Presidentes, mesmo não sendo novo dentro do Sistema CFQ/CRQs, Martins avalia que a relação é de constante troca e aprendizado:
“Cada dia estou aprendendo um pouquinho. Na posse, por exemplo, eu tive o prazer de receber a presidente Raquel Lima, da Paraíba (coordenadora do Colégio de Presidentes) e o presidente Clóvis Goulart de Bem, de Santa Catarina. Sentamos para conversar e aprendi um monte de coisas com eles da prática do dia a dia. Acho que a troca é fundamental e quero muito estreitar a relação com o CFQ e com cada um dos presidentes”, disse.