Sistema CFQ/CRQs marca presença no 22º ENQA e reforça diálogo com a comunidade científica em Maceió
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Com estande institucional e participação na abertura oficial, Conselho destaca valorização profissional, sustentabilidade na indústria e a importância da Química para a sociedade

O Sistema CFQ/CRQs participou ativamente da abertura oficial do 22º Encontro Nacional de Química Analítica (ENQA) e do 10º Congresso Ibero-Americano de Química Analítica (CIAQA), realizada na noite desta terça-feira (15), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió (AL). A presença no encontro consolida a diretriz do Conselho de estreitar laços com a comunidade acadêmica, ouvir os profissionais da área e aproximar o conhecimento científico das demandas reais da sociedade e do setor produtivo.
“Essa troca de experiência a nível internacional faz com que seja levado para os outros países a importância, o poder da pesquisa que a gente tem aqui no Brasil”, ressaltou o diretor 1º secretário do Conselho Federal de Química, Jonas Comin Nunes, em posicionamento durante as atividades inaugurais.
“São diversos trabalhos expostos, pesquisadores e alunos das mais diversas instituições de ensino do país mostrando o quanto o conhecimento químico é importante para a sociedade. Essa divulgação aumenta com a produção desse conhecimento científico e isso tudo vinculado diretamente no tema do evento, que está relacionado a toda a parte de ciência, inovação e o retorno para a sociedade”, completou o dirigente.
A edição de 2026 demonstrou grande força mobilizadora: foram cerca de 1.200 participantes e 762 trabalhos científicos apresentados ao longo da programação técnica. Os números comprovam o dinamismo do setor e a relevância de Maceió como sede de debates de ponta da Ibero-América.
“Trazer o ENQA e o CIAQA para o Centro Ruth Cardoso simboliza um momento ímpar para a comunidade científica regional e para a Ibero-América, consolidando Maceió como a capital temporária da Química Analítica ao reunir centenas de conferencistas, pós-graduandos e lideranças setoriais focados em ciência translacional, bioeconomia e métodos sustentáveis”, ressaltou a pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas e membro da comissão organizadora do ENQA, Daniela Anunciação.
Química e desenvolvimento econômico em Alagoas
A escolha do estado de Alagoas reforça a sintonia entre a ciência e o desenvolvimento econômico. Hoje, o segmento químico responde por cerca de 8% do PIB alagoano, reunindo aproximadamente 2.000 profissionais registrados e 400 indústrias em atividades estratégicas, como o polo cloroquímico, o setor sucroalcooleiro e o agronegócio.
A segurança jurídica proporcionada pela atuação do conselho de classe também foi enfatizada como um pilar essencial para a atração de investimentos. “A atuação regulatória firme e a valorização do profissional registrado dão a segurança jurídica e técnica que o setor produtivo necessita para investir no Nordeste; quando a indústria conta com químicos habilitados à frente dos processos, ela ganha competitividade, reduz drasticamente o risco de falhas operacionais e assegura um desenvolvimento sustentável alinhado à legislação”, frisou o conselheiro federal pelo estado de Sergipe, Rildo Laytynher.
Espaço de aproximação com profissionais e estudantes
Durante todo o congresso, o Sistema CFQ/CRQs mantém um estande institucional montado em parceria com o CRQ de Alagoas. O espaço funciona como um ponto de acolhimento e escuta qualificada para profissionais, professores e estudantes, além de divulgar ações como as comemorações dos 70 anos da regulamentação da profissão (com oferta de 70 palestras e 70 cursos), parcerias normativas com a ABNT e o retorno do Brasil às discussões da IUPAC.
A descentralização das pesquisas acadêmicas foi celebrada pelos participantes que visitaram o espaço institucional. “A presença de pesquisadores de toda a região no ENQA reafirma que o desenvolvimento científico e analítico é descentralizado e urgente, sendo a ferramenta indispensável para monitorar resíduos, garantir a agregação de valor aos produtos da nossa biodiversidade e atestar a qualidade sanitária que chega à mesa da população”, avaliou a pesquisadora e congressista, Marina Menezes Santos Filha.
Pesquisa aplicada à saúde e ao agronegócio
A conexão direta entre a pesquisa universitária e a proteção à saúde coletiva também pautou as trocas de experiências entre os especialistas. “A integração que vivemos aqui no Ruth Cardoso projeta a pesquisa de ponta desenvolvida nas universidades federais para os desafios práticos do país; na Química Analítica moderna, o domínio de técnicas como a espectrometria de massas e a proteômica aplicada é o que permite compreender a fundo os efeitos de contaminantes no solo e no metabolismo vegetal, transformando dados brutos de bancada em inovação e segurança para o agronegócio e para a saúde coletiva”, explicou o professor da Universidade Federal do Piauí, Cícero Lopes.