CFQ participa da celebração dos 30 anos do Programa Nacional das Olimpíadas de Química
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Durante a noite de homenagens, também foram realizadas diversas premiações de estudantes que se destacaram nas Olimpíadas de Química promovidas em todo o país
Com o auditório Roberto Salmeron, da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), completamente lotado por estudantes, famílias, professores e coordenadores regionais e nacionais, o Sistema CFQ/CRQs marcou presença na cerimônia comemorativa pelos 30 anos do Programa Nacional das Olimpíadas de Química. O evento ocorreu no fim do mês de novembro e também sediou a Cerimônia de Premiação das Olimpíadas Nacionais de Química de 2025.
Durante a abertura, o presidente do CFQ, José Ribamar de Oliveira Filho, destacou o compromisso da instituição com iniciativas que incentivam o estudo da Química e das Ciências nas escolas. Ele ressaltou o projeto QuiMeninas, que estimula a participação feminina na ciência, e chamou a atenção para o crescimento expressivo no número de inscritos no torneio.
“Esse movimento mostra que a Química é um espaço para todos, independentemente de gênero, crença ou etnia. Quando oferecemos oportunidades e reconhecimento, a juventude brasileira brilha, e muito. É uma mensagem de transformação para um Brasil que precisa valorizar seus cientistas”, afirmou Ribamar.
A coordenadora do Programa Nacional das Olimpíadas de Química, Dra. Nilce Viana Gramosa Pompeu de Sousa Brasil, fez uma retrospectiva da trajetória do programa e reforçou sua relevância. “Nesta jornada de 30 anos ininterruptos, inúmeros estudantes foram motivados, se engajaram na pesquisa e receberam suas medalhas. A Olimpíada de Química, assim como tantas outras existentes no país, transforma vidas e estimula os jovens ao estudo das diversas áreas científicas”, declarou.
Ela também agradeceu o apoio do Sistema CFQ/CRQs, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na realização do programa. “Sem esse suporte, não conseguiríamos manter as Olimpíadas”, completou.
A coordenadora-geral de Popularização da Ciência e Tecnologia do MCTI, Luana Bonone, destacou que, ao completar 30 anos como um programa consolidado, a iniciativa serve hoje de inspiração para a formulação de políticas públicas voltadas às Olimpíadas Científicas.
“Nossa inspiração é a forma como vocês estruturam a formação de professores, mobilizam os coordenadores estaduais, organizam a Olimpíada das Meninas, as regionais e a nacional. Esse processo é fruto do amadurecimento acumulado e contribui diretamente para a política pública nacional”, ressaltou.
Ela reforçou ainda que o papel central das Olimpíadas é encantar e abrir horizontes para a juventude, mostrando as possibilidades de atuação em carreiras científicas.
O coordenador dos Programas de Pesquisa em Educação, Popularização e Divulgação Científica, Guilherme Silveira Braga Vilas Boas, enfatizou o papel da ciência na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e soberana. Ele prestou uma homenagem especial aos professores, que, segundo ele, são os que “estão no chão da escola, motivando e dando suporte para que os alunos participem”.
Durante a solenidade, a superintendente de Ensino da Secretaria de Educação do Piauí, Viviane Fernandes Faria, ressaltou a expressiva participação de estudantes do Norte e Nordeste e reforçou a importância dos professores no ensino de Química. Também destacou que o estado tem investido fortemente nas Olimpíadas do conhecimento como política pública para o desenvolvimento da juventude.
Origem no Nordeste
Muito emocionado, o coordenador de honra do PNOQ, prof. Sérgio Maia Melo, enfatizou a dedicação dos alunos que se preparam intensamente, muitas vezes estudando nos fins de semana, e agradeceu o apoio das famílias. Ele fez questão de homenagear todos os parceiros do programa, como o Sistema CFQ/CRQs e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), e relembrou como tudo começou.
“Em 1991, um grupo de colegas do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará (UFC) criou um núcleo de ensino de Ciências na universidade. Esse trabalho bem-sucedido apoiava professores do ensino médio, incentivava o estudo da Química e implementou a Olimpíada Cearense de Química, que inspirou o programa nacional”, contou.
O vice-coordenador de honra do PNOQ, José Arimatéia Dantas Lopes, reforçou a importância do financiamento e de investimentos contínuos para iniciativas como essa. Ele destacou que, para fortalecer o desenvolvimento nacional, é fundamental investir em conhecimento, citando o exemplo da Coreia do Sul, que hoje exporta tecnologia.
“É preciso investir em educação; sem ela, não há Ciência. Investir em Ciência; sem ela, não há tecnologia. Investir em tecnologia para iniciar um ciclo virtuoso de desenvolvimento. E jamais esquecer de valorizar os professores”, concluiu.
Presenças
Reforçando a importância do programa para o CFQ, estiveram presentes os conselheiros federais Wagner Contrera, Andreia Cristina Delgado, Raquel Fiori, Rodrigo Alan e Silvana Calado, além de Roberto Sampaio, Fátima Acioli, Tereza Neuma e Djalma Nunes.
Premiações
Após a cerimônia de abertura, ocorreu a Cerimônia de Premiação das Olimpíadas Nacionais de Química de 2025. A solenidade, marcada por emoção e reconhecimento, contemplou estudantes vencedores das categorias nacionais, regionais e estaduais da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQjr), Olimpíada Brasileira do Ensino Superior de Química (OBESQ), Olimpíada Nacional Feminina de Química (QMeninas), 27 Olimpíadas estaduais e do Distrito Federal, além da Olimpíada Norte/Nordeste de Química (ONNeQ).
Somente em 2025, mais de 430 mil estudantes se inscreveram em todo o país, demonstrando a abrangência e a diversidade do programa.
Além dos estudantes, os coordenadores estaduais e membros das equipes de organização receberam o troféu comemorativo pelos 30 anos do Programa Nacional das Olimpíadas de Química.