COP 30: CFQ e Ecogest promovem debate sobre credibilidade dos indicadores e metas climáticas
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Dando prosseguimento à série de painéis, o Conselho Federal de Química (CFQ) realizou, nesta segunda-feira (10), durante a COP 30, no Pará, em parceria com a Ecogest, o debate “Credibilidade dos Indicadores e Metas Climáticas Organizacionais em apoio à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) Brasileira”. O encontro discutiu temas como certificação de metas de redução e remoção de gases de efeito estufa, economia circular e reflorestamento.
Durante sua apresentação, Anderson Nascimento, diretor de Certificação da Ecogest, destacou que o Brasil assumiu na COP 29, no Azerbaijão, o compromisso de reduzir entre 59% e 67% as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, com base nos níveis de 2005. Segundo ele, o Plano Clima, que orienta ações, metas e mecanismos de monitoramento em setores como agricultura, energia, resíduos e transportes, será fundamental para alcançar esse objetivo.
Nascimento ressaltou ainda que um terço das emissões nacionais está ligado às atividades empresariais, o que reforça a responsabilidade do setor produtivo, especialmente da indústria química, na transição para uma economia de baixo carbono.
“O setor petroquímico, o saneamento e outros segmentos têm forte ligação com a química. Há uma contribuição significativa dos profissionais da área na redução das emissões”, afirmou.
A relevância do saneamento também foi destacada por Alessandra Ribeiro, chefe do Departamento de Meio Ambiente da CEDAE, que apresentou os inventários de emissões dos sistemas Guandu-Lameirão e Imunana-Laranjal. Com base nesses dados, a companhia pôde identificar pontos críticos, definir metas e implementar ações de impacto ambiental e social. Alessandra também destacou o conjunto de certificações da CEDAE e a preocupação em evitar práticas de greenwashing.
Já Camila Gallassi, executiva de Relações Institucionais/ Governamentais e Sustentabilidade da LWART, apresentou o case da indústria de rerrefino de óleos lubrificantes, um exemplo de economia circular que alia redução de emissões e financiamento climático. Recentemente a empresa obteve apoio do Fundo Clima e do BNDES para expandir sua planta industrial.
“O maior projeto de economia circular apoiado pelo banco. É fundamental incentivar esse tipo de iniciativa. O rerrefino reduz emissões e evita a extração de novos recursos”, afirmou.
Para validar os resultados e acessar o financiamento, a LWART utilizou o método MRV (Mensuração, Relato e Verificação), seguindo as diretrizes do Fundo Clima. O processo incluiu o desenvolvimento de uma calculadora específica para demonstrar a eficiência das reduções de emissões, posteriormente verificada e certificada.
De acordo com os cálculos, o projeto evita 501.707,36 toneladas de CO₂ equivalente por ano, volume que seria gerado caso o óleo básico fosse produzido por refino primário. A tecnologia, adocumentação técnica e as certificações obtidas atestaram a efetividade do projeto, garantindo a aprovação do investimento.
Conexão Química COP 30
Ao final de cada dia de painéis, alguns dos palestrantes participarão do vídeocast promovido pelo CFQ: Conexão Química COP 30. O objetivo é trazer os bastidores e os destaques da participação do Sistema CRQ/CFQ e dos parceiros na COP da Amazônia.
Confira a transmissão deste painel no nosso canal do YouTube: https://youtube.com/live/L0w_V8ge-98?feature=share
Você também pode conferir as fotos de nossa participação na COP30 em nosso Flickr, acesse:
Semana 1 (10 a 15 de novembro) https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330276634
Semana 2 (17 a 21 de novembro) https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330391725/
CFQ na BlueZone: https://www.flickr.com/photos/cfquimicabr/albums/72177720330309365/