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CFQ e Unesco fecham parceria de trabalho para levar informação segura à sociedade

A defesa rígida da ciência e do conhecimento, além do compromisso com a informação de qualidade. Essas são algumas das premissas que aproximam o Conselho Federal de Química (CFQ), integrante do Sistema CFQ/CRQs, e a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. As duas instituições se uniram em uma parceria para intercâmbio de conteúdos e divulgação de ações.

Diante do desafio global da pandemia de Covid-19, provocada pelo vírus Sars-CoV-2, um dos maiores obstáculos é desenvolver estratégias simples e acessíveis, de baixo custo, para que as pessoas possam se proteger da difusão da doença. Definidas essas práticas e procedimentos, o passo seguinte é desenvolver a melhor estratégia para fazer com que essa informação ganhe trânsito na sociedade.

Combate à desinformação é bandeira da Unesco

A diretora do Escritório da Unesco em Brasília, Marlova Jovchelovitch Noleto, responsável pelas operações da instituição em todo país, assinala que nunca antes na História houve uma pressão tão forte em favor do negacionismo.

 “Sequer usamos a expressão ‘fake news’, ou mesmo ‘notícias falsas’. Usamos a expressão ‘desinformação’, algo que só podemos combater disseminando a informação segura”, comenta.

Indagada sobre qual conteúdo mereceria crédito na infinidade de informações disponíveis, ela completa:

“Aquele originado em instituições preferencialmente públicas e com respeitabilidade social”.

Aí, segundo Marlova, entram parceiros como o CFQ e a sensibilidade dos profissionais de Química dedicados a contribuir em meio à pandemia.

Um exemplo prático desse encontro de objetivos é a popularização de uma solução de água sanitária e água potável, bastante barata e útil tanto para higienização das mãos e de objetos de manuseio quanto de pisos, assoalhos e calçados – apenas variando a concentração utilizada.

Conteúdo sobre solução de água sanitária inaugurou parceria

Baseado em publicações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o bacharel em Química Tecnológica e doutor em Ciência Jorge Macedo, a convite do CFQ, produziu um documento em que explica didaticamente como desenvolver a solução em ambiente doméstico. Do documento divulgado amplamente no site oficial do CFQ e em suas redes sociais, foi possível ir além e produzir um vídeo de animação explicativo, detalhando como fazer a solução.

O vídeo viralizou e acabou chamando a atenção de instituições como a Unesco. A entidade, então, procurou o CFQ para formalizar uma parceria cujo passo inicial é a propagação desse primeiro vídeo – mas que seguirá na elaboração de outros conteúdos dentro da mesma proposta, já nos próximos meses.

“O potencial dessa parceria é enorme. Mesmo falando especificamente dos vídeos, há uma imensidão de assuntos que podemos explorar. Desde o sabão, explicar quimicamente como ele age e qual a maneira correta de lavar as mãos, até os mais variados temas. Esse encontro representa dois dos pilares de nossa atuação no momento: promover a educação e a prevenção (ao contágio). Ficamos muito felizes pela parceria com o CFQ”, destaca Marlova.

Para o CFQ, Ciência e Educação estão no DNA da instituição

Para o Conselho Federal de Química, além da ampliação da visibilidade do material produzido e a força de um intercâmbio dessa magnitude, sobressai-se a expectativa de uma internacionalização da imagem do Sistema CFQ/CRQs, uma vez que o conteúdo endossado pela Unesco do Brasil pode ser traduzido e distribuído para outras partes do mundo, numa gama infinita de possibilidades.

De acordo com o presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, o diálogo com instituições da Ciência e da Educação são parte do DNA do Sistema CFQ/CRQs, deixando a entidade muito à vontade na condição de parceira da Unesco.

“Todos temos a ganhar com esse encontro. Temos uma voz importante junto à sociedade naquilo que diz respeito à Química e total interesse em fazer com que nossa mensagem chegue a mais pessoas o possível. À Unesco, agradecemos pela confiança e interesse. Temos a certeza de que será uma parceria muito frutífera”, afirma Oliveira Filho.

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